Os Escolhidos do Oráculo retomaram a jornada ainda no palácio de Mytros. Antes de partirem, Aletheion, o bruxo, perguntou à rainha se o sacrifício fúnebre ou as estátuas do terror guardavam alguma relação com lugares ou eventos da cidade. Ela explicou que a procissão de luto é um rito de Mytros, realizado quando morrem pessoas importantes para a cidade, como aconteceu com o pessoal do templo de Lutheria, e que costuma percorrer a avenida principal da cidade baixa. O grupo também discutiu se dedicar aos deuses as mortes e os sacrifícios do caminho, como a quimera e o minotauro do labirinto, poderia devolver força às divindades enfraquecidas pela divisão de suas centelhas. A resposta foi que isso não mudaria a situação. Decidiram então visitar a Academia, que ficava perto do palácio, e deixar a avenida para depois.
A Academia era um campus de dezenas de prédios de mármore, com estudantes lendo e debatendo nos gramados. O grupo conheceu a Grande Biblioteca, o Salão dos Heróis, as nove Escolas do Arcano e o Grande Planetário, com suas réplicas dos planos de existência. No Planetário, uma discussão com estudantes sobre a diferença entre trama arcana e centelha divina terminou em farpas. No Salão dos Heróis, a poeta Kyrah, que acompanhava o grupo, sonhou em ver seus poemas ali um dia. O prédio da filosofia, onde estudou Medesteles, era o mais sucateado de todos. Já o Salão do Debate abrigava quatro mestres: o meio-orc Machaon, o elfo Chalcodon, o gnomo Kerodotos e o tiferino Atreus.
Os mestres desafiaram os heróis a provar também o intelecto. O primeiro enigma foi o do navio Valorosso, cujas peças foram todas trocadas em cinco séculos. Absolus, ele próprio capitão de navio, defendeu que o navio continua o mesmo, por ser um símbolo e um conceito. Olga rebateu que o próprio Absolus já não era o mesmo de quando ela o conheceu. Alguém na tribuna perguntou então o que aconteceria se as peças originais fossem reunidas num segundo navio, e Absolus respondeu que seria um novo Valorosso, um outro símbolo. Em seguida veio o dilema da esfinge que sequestra o príncipe. Rhea disse que mataria a esfinge e recuperaria o filho à força, e Myrina a apoiou, falando em relações de poder. Kerodotos notou, com ironia, que o professor de diálogos ouvira uma resposta que evitava o diálogo. Chalcodon propôs depois o paradoxo de Pythor e a tartaruga, que Absolus explicou com as meias distâncias e a soma convergente de uma série. Por fim, Atreus perguntou se o bem e o mal são propriedades que se transferem, como moedas pagas à família de uma vítima. O grupo respondeu que são características de atos e de relações entre seres vivos, que dependem do contexto e podem ser comparadas numa escala. Aletheion lembrou que existem planos objetivamente bons e maus.
Satisfeitos, os mestres presentearam o grupo com quatro livros autografados: os Paradoxos de Machaon, a Matemática de Chalcodon, os Diálogos de Kerodotos e a Metafísica de Atreus. Contaram que sentiram pesar pela morte de Medesteles, aluno da casa, e prometeram uma petição aos reitores para erguer uma estátua em sua homenagem e à de Presthes. O grupo combinou revezar a leitura dos livros.
Na avenida principal, a cidade baixa assistia a uma procissão de luto, com túnicas negras e famílias chorando. Carregavam numa jaula de bronze um filhote de minotauro ferido, até que um minotauro adulto de armadura pediu para ocupar o lugar da criança, que foi entregue a minotauros disfarçados. Os heróis reconheceram o homem e acompanharam a procissão até o portão que separa a cidade baixa da região nobre. Ali, uma pira esperava o sacrifício, oferecido a Sydon pela morte de seis centuriões. Seis adolescentes, filhos dos mortos, vestiram as armaduras dos pais e atacaram o minotauro acorrentado e quase nu. Sem gritar, ele matou os seis, mas ficou gravemente ferido, com uma lança cravada na barriga. O sacerdote de Sydon declarou que os jovens, por não terem cumprido o sacrifício, seguiriam eles mesmos para os asfódelos. Os corpos foram queimados na pira. Kyrah pediu que os heróis apenas assistissem, e eles não intervieram.
Quando a multidão se foi, o minotauro, de pé e pingando sangue, sorriu e gritou "Aqui é Bestouro!". Olga quis lhe dar uma poção de cura maior, mas Absolus preferiu curá-lo com magia, guardando as poções para a batalha. Segurando suas lembranças de Presthes e Medesteles, esfregou no ferimento o sangue dos jovens que Bestouro matara, e o sangue foi sugado para dentro da ferida, forçando-a a fechar. Bestouro contou que o moleque da jaula era uma criança que ele tinha resgatado e enviado a salvo de barco. Contou também que Maximus, um traficante de minotauros, mantinha um mercado ilegal no norte da cidade baixa, com ordem de Gaius, líder da ordem de Sydon. Maximus usava um papel que transferia um juramento de serviço forçado para minotauros recém-capturados, sem que soubessem. Rhea quis ir ao mercado, e Bestouro avisou que tinha de voltar, pois o próprio Maximus o mantinha preso por uma algema. Ele jurava voltar a cada dia, apanhando para proteger seu povo.
No mercado, de jaulas de bronze penduradas, fedor de podridão e minotauros feridos, um guerreiro de armadura completa chutou Bestouro e o derrubou com o cabo da espada. Chamou os guardas, gritando que roubavam sua mercadoria, e foi atrás de Rhea para algemá-la. Rhea sacou o machado e a luta começou. Os bandidos eram muitos, e o chefe, um gladiador, deflexava golpes com um bracelete e quase matou Rhea logo no início. Olga fez brotar espinhos no chão sob os inimigos, e Aletheion invocou relâmpagos dentro da praça. Aletheion congelou um atacante com sua armadura de gelo, e o homem se estilhaçou ao golpeá-lo. Absolus ergueu o Escudo de Volkan e a boca do leão dourado cuspiu o sopro de fogo da quimera sobre quatro inimigos, matando dois. Myrina pensou em lançar uma bola de fogo no meio da praça, mas Aletheion espiou o que aconteceria: a explosão acabaria com a luta, mas derrubaria aliados junto. Myrina desistiu. Rhea e Aletheion tombaram, mas o fio do destino de Aletheion o recolocou de pé. Olga arrancou a cabeça do gladiador com o chacrã, Myrina e Absolus eliminaram os últimos, e o grupo venceu com todos vivos.
Depois da luta, os minotauros comemoraram. Bestouro olhou o bracelete arrebentado, soube-se um homem livre e agradeceu, dizendo a Rhea que ela seria uma das maiores heroínas de seu povo. Os heróis soltaram todos os minotauros. No corpo do gladiador acharam uma carta de Gaius autorizando tortura para forçar o juramento e setecentos e cinquenta moedas de ouro, que o grupo dividiu. Bestouro recusou a parte de seu povo, pois tinha navios para deixar a cidade e reconstruir sua tribo, e disse que ficaria mais um tempo ajudando quem precisasse. Os heróis concluíram que restava apenas mais uma pendência na cidade antes de o navio ficar pronto para a viagem de Ultros.
A noite, cena a cena
O campus de mármore da Academia
Depois de deixar o palácio da rainha, o grupo sobe a rua e chega à Academia de Mytros: dezenas de prédios de mármore e estudantes lendo e debatendo nos gramados. A poeta Kyrah acompanha os heróis.
O céu de chamas do Planetário
No Grande Planetário, réplicas dos planos de existência se ligam a mecanismos de bronze. Ao trocar o mecanismo, a cúpula vira um céu de chamas e fumaça. Um estudante arrogante ajeita os óculos e explica ao grupo a diferença entre trama arcana e centelha divina, e a conversa termina em farpas.
Kyrah sonha no Salão dos Heróis
No Salão dos Heróis, entre estátuas de Heraklis, Jaswon e Percy, a poeta Kyrah toca o pedestal de mármore e sonha em ver os próprios poemas naquelas paredes um dia.
Os quatro enigmas do Salão do Debate
No Salão do Debate, quatro mestres desafiam os heróis a provar o intelecto: o navio Valorosso, a esfinge que sequestra o príncipe, Pythor e a tartaruga, e se o bem e o mal podem ser medidos. Satisfeitos, eles presenteiam o grupo com quatro livros autografados.
Cortejo de Luto em Mytros
Pela avenida principal da cidade baixa de Mytros, dezenas de figuras de túnicas negras marcham em passo lento, entre famílias que choram nas calçadas. No centro do cortejo, homens de preto carregam nos ombros uma enorme jaula de bronze, onde um filhote de minotauro ferido soluça, encolhido entre as grades.
O Sacrifício de Bestouro
Diante da procissão imóvel, Bestouro, um minotauro encouraçado, bate a mão no peito e oferece a própria liberdade em troca da do filhote. Os homens abrem a jaula, retiram a criança trêmula e o gigante entra por vontade própria, estendendo os braços e as pernas para as correntes.
Os filhos dos centuriões
Junto à pira de Sydon, diante do portão da região nobre, os seis filhos dos centuriões mortos vestem as armaduras grandes demais dos pais e pegam em armas. O sacerdote ergue a tocha para dar o sinal, e Bestouro, acorrentado, espera.
Aqui é Bestouro!
A multidão enlutada se vai, jogando coisas no minotauro, e a pira se apaga em brasas. Bestouro, ferido e pingando sangue, olha para os heróis, abre um sorriso enorme, bate no peito e brada seu nome.
O sangue dos caídos
Absolus segura as duas tiras de pano que guarda em memória de Presthes e Medesteles, os companheiros caídos, e com elas esfrega na ferida de Bestouro o sangue dos jovens que o minotauro matou. O sangue é sugado para dentro da carne, e a ferida se fecha.
As algemas do gladiador
No mercado ilegal de Maximus, entre jaulas de bronze com minotauros feridos, um gladiador de armadura derruba Bestouro, grita que roubam sua mercadoria e vai na direção de Rhea com um par de algemas. Ela saca o machado.
Espinhos e trovão no mercado
Olga faz o chão de pedra do mercado se rasgar em espinhos sob quatro bandidos. Depois, Aletheion chama uma tempestade sobre a praça e um relâmpago desce sobre os inimigos.
O gelo e o sopro da quimera
Um bandido golpeia Aletheion, e a armadura de gelo devolve o frio: o homem congela e se estilhaça. Logo depois, Absolus ergue o Escudo de Volkan e a boca do leão dourado cospe o fogo da quimera sobre quatro inimigos.
O chacrã e o fio do destino
Olga lança o chacrã e derruba o gladiador de Maximus. Caído sobre as pedras, Aletheion é envolvido por um fio dourado do destino que o ergue de volta à luta.
O pulso livre de Bestouro
Entre jaulas de bronze abertas, Bestouro olha o bracelete dourado partido no pulso e entende que é livre. Os prisioneiros comemoram, e ele diz a Rhea que ela será uma das maiores heroínas de seu povo.
Ficha da sessão
Locais visitados
- Academia de Mytros — Campus com a Grande Biblioteca, o Salão dos Heróis, as nove Escolas do Arcano, o Planetário e o Salão do Debate, onde o grupo ganhou quatro livros.
- Rua principal e pira de Sydon — Local da procissão de luto e do sacrifício de Bestouro, que sobreviveu.
- Mercado de minotauros — Mercado ilegal na cidade baixa, controlado por Maximus, com jaulas e a luta final da sessão.
Batalhas
- Gladiador e bandidos do mercado de Maximus vitória
Momentos-chave
- Momento de personagem O grupo respondeu aos quatro paradoxos dos mestres da Academia e ganhou quatro livros autografados.
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Evento Bestouro matou seis adolescentes em uma procissão de sacrifício a Sydon e sobreviveu à pira.
grupo
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Revelação Bestouro revelou que Maximus transfere juramentos de serviço forçado, com apoio de Gaius.
Rhea
- Evento O grupo derrotou os bandidos do mercado e libertou os minotauros, com Bestouro livre da algema.