Os Escolhidos do Oráculo retomaram a história depois de um descanso forçado e demorado. Na sessão anterior, haviam descoberto com os sacerdotes que o Lorde Taran era o único a ter informações sobre as pessoas transformadas em estátuas de pedra. Ele revelou ser a cabeça da Dama das Moedas e prometeu uma recompensa em ouro se o grupo trouxesse a cabeça dela de volta. A investigação levou o grupo pela favela, pelo Poleiro da Sereia e até o Rabo do Sátiro. Ali, Aletheion se sentou com o capitão Varkon, que dizia trabalhar para ela, enquanto a tripulação inteira bebia no bar. Os demais vigiavam o salão e notaram dois homens encapuzados que se levantaram e fugiram. Olga e Rhea os seguiram. Rhea perdeu o seu alvo de vista, e Olga continuou na perseguição até o pé do Colosso da cidade.
O grupo se reuniu ao pé da enorme estátua de bronze do deus Pythor, sob um céu fechado, um mar violento e uma tempestade que se aproximava. Presthes, o falcão mecânico de Olga, guiou os companheiros até ela, escondida atrás de caixotes. Ali eles dividiram as poções de cura maiores. O Colosso tinha uns quarenta metros de ombro a ombro, e seus pés eram sustentados por pequenas imagens do próprio deus. Olga notou duas entradas: uma porta circular atrás do calcanhar direito e um buraco sob o pé esquerdo, maior que o esgoto comum. Absolus conjurou Detectar Magia em ritual e não encontrou armadilhas nem alarmes mágicos. O grupo escolheu o pé esquerdo, e Olga ouviu movimento lá dentro.
Para espiar, Aletheion enviou o diabrete Augur, que subiu por um buraco estreito e viu um meio-orc sentado jogando paciência. O guarda atirou com a besta e feriu o braço da criatura. Augur o picou com o ferrão venenoso, e o homem passou a sangrar pelo corpo. Ele rebateu com uma facada certeira que desfez o diabrete em pó, e Aletheion voltou a si com um susto, tendo visto a morte em primeira pessoa. O grupo entrou pelo buraco. Olga foi a primeira a chegar ao salão, onde o guarda já cambaleava. Ele puxou uma corda que fez soar sinos por todo o Colosso. Olga o derrubou, mas o alarme já havia avisado os de cima.
A escada de corda subia até a cintura da estátua, a muitos metros de altura, e um dos gêmeos a soltou ao ver Presthes. O falcão foi ferido por um tiro de besta, e o atirador fugiu. Sem escada, o grupo tentou várias ideias: arremessar alguém, escalar a parede lisa e usar uma flecha com corda lançada por Olga. A flecha se cravou, mas bamba demais para aguentar o peso. Por fim, Presthes levou a escada de corda lá para cima e a prendeu com o mecanismo que usa para estabilizar aliados. Olga puxou a corda e a achou firme. Myrina conjurou um sopro de vento sobre si, subiu em segundos e chegou ao ventre do Colosso, uma sala circular cheia de tubulações de bronze. No centro havia quatro válvulas: amarela, vermelha, preta e verde. Duas escadas em espiral subiam ao peito da estátua.
De uma delas haviam descido três minotauros e uma capitã de capuz e tapa-olho. Olga tentou ganhar tempo com conversa fiada. Perguntou onde ficava o banheiro, contou as confusões do mercado dos minotauros e mencionou Máximus e o Varkon. Enquanto isso, os companheiros subiam a corda. A capitã perdeu a paciência e ordenou que defendessem a Dama das Moedas. A luta começou com os minotauros brutais e com Rhea desferindo cortes violentos. Aletheion e Olga os crivaram de tiros. Um minotauro avançou sobre Absolus e quase o matou a golpes de machado, deixando-o à beira da inconsciência. A capitã girou a válvula vermelha, e um gás vermelho sem cheiro encheu a sala. Rhea, Olga e um minotauro caíram rindo sem parar. Rhea se livrou do riso, mas o vermelho do gás a transformou num boi, e ela perdeu a fúria. Absolus tombou sob os machados, e Myrina, pouco depois, caiu inconsciente. Ambos foram reerguidos pelos companheiros.
A capitã girou então a válvula amarela, e um gás de cheiro de enxofre envenenou quase todos. A luta ficou muito difícil: os minotauros pareciam não morrer, mesmo depois de golpes e tiros devastadores. Myrina conjurou imagens espelhadas e escapou de vários ataques. Absolus usou o fôlego e uma poção de cura para continuar de pé. A capitã tentou correr até mais uma válvula, mas foi barrada pelos aliados. Aletheion lhe acertou dois tiros potentes, e Olga lhe arremessou o chacram, decapitando-a. Os minotauros pareciam continuar de pé, mas era ilusão: o gás amarelo era alucinógeno, e os heróis seguiam golpeando inimigos que já tinham caído. Quando a névoa se desfez na mente deles, restava só um minotauro, cambaleante e sangrando. Myrina o matou com um raio de fogo no meio da testa.
Com a sala em silêncio, o grupo fechou as válvulas. Myrina converteu um espaço de magia em pontos de feitiçaria, e Rhea seguiu na forma de boi. Eles não puderam fazer um descanso longo ali, no meio da fortaleza inimiga. Subiram a escada esquerda até o torso do Colosso e chegaram a uma porta de vidro. Do outro lado havia um salão de tubulações por onde desciam os gases, com dois minotauros esperando e uma outra escada que levava mais para cima.
A noite, cena a cena
O falcão de bronze bica a janela do Rabo do Sátiro
No bar lotado, o falcão mecânico de Olga surge na janela e bica o vidro para chamar os companheiros. Aletheion está sentado de costas para o capitão Varkon, e os heróis percebem que é hora de se despedir e sair discretamente.
Olga à espreita diante do Colosso
Guiados pelo Presthes, os heróis encontram Olga escondida atrás de caixotes e cargas do porto, observando o pé do gigantesco Colosso de Pythor enquanto o mar se agita e a tempestade se aproxima.
A ferroada do Augur e a facada certeira
Augur voa na direção do guarda e crava o ferrão de escorpião em seu braço, e o veneno o faz gritar de dor. O guarda reage e acerta uma facada no diabrete no ar.
Aletheion sente a própria morte pelos olhos do Augur
O diabrete Augur se desfaz em pó sob a faca do guarda. Aletheion, que via por seus olhos, volta a si com uma respiração funda e assustada, depois de ter visto a morte em primeira pessoa.
O Sino do Guarda no Pé do Colosso
Na câmara apertada de bronze dentro do pé oco do Colosso, o guarda meio-orc, envenenado e cambaleando, puxa a corda que faz os sinos ressoarem por toda a estátua. Olga, a primeira a entrar, o derruba com um golpe da lâmina curva do kopis, enquanto Presthes brilha em seu ombro.
A Escada Solta no Alto da Perna do Colosso
Presthes, o falcão mecânico de bronze, emerge do interior oco da perna do Colosso e chega ao topo no instante em que um dos gêmeos inimigos solta a escada de corda. A escada despenca pelo vazio escuro rumo aos heróis lá embaixo. O homem, de olhos frios, saca uma espada curta contra o falcão.
Presthes leva a escada de corda ao alto do Colosso
O falcão mecânico de Olga leva a escada de corda pelo poço escuro da perna do Colosso, subindo até o alto da estátua enquanto os heróis esperam lá embaixo.
O Ventre do Colosso de Pythor
No interior do Colosso de Pythor, uma sala circular de bronze é dominada por um imenso nó de tubulações entrelaçadas que se enroscam pelas paredes e pelo teto. No centro, um console de canos erguido a um metro do chão exibe quatro válvulas — amarela, vermelha, preta e verde — enquanto duas escadas em espiral sobem rumo ao peito da estátua. O ar quente, o vapor e o brilho âmbar das juntas criam uma atmosfera opressiva e misteriosa.
Conversa Fiada no Ventre do Colosso
Sozinha no interior sombrio do Colosso, Olga sustenta um sorriso casual diante de três minotauros colossais e de uma capitã de capuz e tapa-olho, perguntando onde fica o banheiro e tagarelando sobre as confusões do mercado dos minotauros. Sua postura é calma, mas a mão perto do kopis e o olhar atento entregam o blefe, enquanto, lá embaixo, os companheiros ainda sobem a corda.
Sob o Machado no Ventre do Colosso
No ventre de bronze do Colosso, um minotauro enlouquecido martela o Escudo de Volkan com golpes de machado, um após o outro. Absolus, de patas dianteiras flexionadas e armadura Dendra amassada, mal se mantém de pé enquanto faíscas e ecos metálicos enchem a câmara. O leão dourado do escudo range as presas, e as tiras de pano na morningstar tremem a cada impacto.
O Riso Vermelho da Capitã Caolha
A capitã de tapa-olho gira a válvula vermelha e um gás rubro e inodoro desce do teto, engolindo a sala em névoa carmesim. Rhea, Olga e um dos minotauros desabam numa gargalhada incontrolável, lágrimas escorrendo, armas esquecidas e corpos convulsos, enquanto a capitã observa fria, de mão na válvula.
O Boi Sem Fúria
Rhea se livra do riso que o gás lhe arrancou, mas o vermelho a alcança em plena luta. Seu corpo encolhe e se transforma num boi de chifres, e a fúria que ardia nela se apaga num instante. O Machado de Xander cai ao chão, grande demais para o novo corpo.
Mirror Image: Quatro Myrinas contra os Machados
Quatro cópias ilusórias de Myrina a cercam, idênticas em cada detalhe: meia armadura de bronze, capa negra e cabelo partido em preto e prata. Os machados dos minotauros cortam o ar e atravessam os reflexos, que se estilhaçam em faíscas prateadas. A verdadeira Myrina permanece imóvel no centro, com um sorriso discreto e a espada baixa.
O Último Raio de Myrina
A névoa amarela se dissipa sobre um campo de corpos de minotauros, e Myrina, serena, estende a mão e dispara um raio de fogo que atravessa a testa do último sobrevivente. Cambaleante e sangrando, a fera tomba entre seus companheiros caídos, iluminada pelo brilho alaranjado da chama.
A Porta de Vidro no Torso do Colosso
Depois da longa subida pela escada em espiral, o grupo encontra uma porta de vidro no torso do Colosso. Do outro lado, entre colunas de gás amarelo e vermelho, dois minotauros esperam, e ao fundo outra porta revela uma escada que continua subindo.
Ficha da sessão
Locais visitados
- Rabo do Sátiro — Bar onde Aletheion falou com o capitão Varkon, enquanto dois encapuzados fugiram.
- Colosso de Pythor — Estátua oca de bronze à beira-mar, com entradas nos pés e uma escada de corda até o ventre.
- Ventre do Colosso — Sala circular com tubulações de bronze e quatro válvulas de gás, onde ocorreu a batalha contra os minotauros.
- Torso do Colosso — Salão de tubulações com porta de vidro e dois minotauros guardando uma escada que sobe.
Batalhas
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Guarda meio-orc do Colosso
vitória
Olga é a primeira a entrar no pé do Colosso; o guarda, já envenenado e cambaleando, puxa uma corda que faz soar sinos por toda a estátua antes de Olga derrubá-lo com a lâmina curva.
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Capitã e três minotauros
vitória
Olga arremessa o chacram e decapita a capitã humana de capuz e tapa-olho, cujo corpo tomba para frente enquanto a cabeça rola para o lado, na sala tomada por gás.
Momentos-chave
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Momento de personagem Aletheion viu o diabrete Augur ser desfeito em pó e sentiu a própria morte em primeira pessoa.
Aletheion
- Perigo ambiental O guarda tocou os sinos do Colosso e anunciou a invasão a todos os de cima.
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Momento de personagem Presthes prendeu a escada de corda no alto do Colosso, permitindo que o grupo subisse.
Presthes, Olga
- Perigo ambiental As válvulas liberaram gás vermelho que fez Rhea virar boi e gás amarelo que envenenou quase todos.
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Momento de personagem Olga decapitou a capitã com um chacram.
Olga
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Momento de personagem Myrina acertou o último minotauro na testa com um raio de fogo.
Myrina
- Evento O grupo chegou ao torso do Colosso e encontrou dois novos minotauros guardando a escada seguinte.