Guiados pela camponesa Corina, que fugira apavorada de um templo esquecido, os Escolhidos do Oráculo adentraram a Floresta Anciã até uma clareira dominada por sete grandes menires cobertos de musgo, dispostos em semicírculo — vestígios de um antigo círculo ritualístico dos druidas. Ali foram atacados por um esquilo estranhamente agressivo, que se revelou, após ser subjugado, um gnomo druida completamente enlouquecido, vestido em trajes ritualísticos. O gnomo falava apenas em enigmas sobre nozes, luas e carvalhos que respiravam, incapaz de manter qualquer conversa coerente, e terminou por se deitar e descansar junto a uma árvore, sem hostilidade alguma. Enquanto o grupo cuidava de seus ferimentos, sentiram a floresta pulsar de energia feérica antiga, embora nada de ameaçador rondasse os pilares. Seguindo uma trilha que rumava ao sul, os heróis deixaram o gnomo para trás — ele escalou uma árvore com magia e desapareceu na copa, gritando algo sobre um texugo.
A trilha os levou às ruínas de um templo imenso, sufocado por vinhas e musgo: era exatamente o lugar de onde Corina fugira. Mal chegaram à entrada, dezenas de raízes despertaram do solo e se enroscaram em Rhea, Absolus, Medesteles e Aletheion, prendendo-os com força. Na luta que se seguiu, o grupo rasgou e queimou as raízes uma a uma até que o silêncio voltasse a reinar diante das colunas tombadas. Dentro do salão de entrada, o familiar de Aletheion farejou um tesouro: um escudo de bronze quebrado, entalhado com a cena de um guerreiro montado em um dragão enfrentando um ciclope de seis braços. Medesteles reconheceu de imediato o símbolo — pertencia a Estor Arkelander, um dos mais temidos e reverenciados Lordes Dragões da história, o homem que exterminara quase por completo o povo gygan, os filhos de Thylea. Para os colonizadores ele era um herói lendário, homenageado até hoje pelo nome de uma grande cidade; para as criaturas féericas da floresta, um genocida. A ranger Olga, sentindo as próprias pedras antigas, murmurou como se citasse memórias esquecidas: aquelas terras já tiveram templos e cidades gyganas, destruídas ou abandonadas há séculos.
Mais adiante, o grupo encontrou uma câmara dominada por uma estátua colossal do Titã Sydon, Senhor das Tempestades, sentado em um trono, segurando um espelho que redirecionava a luz vinda de uma claraboia até um poço aberto no centro do salão — e, por mais estranho que parecesse, a estátua parecia acompanhar os olhos de todos com o olhar. O gnomo esquilo reapareceu ali, cuspiu uma noz contra a estátua em protesto mudo e sumiu de novo na floresta. Curiosos sobre o que havia no fundo do poço, Aletheion e Presthes projetaram sua percepção através de seus familiares — um corvo e um pequeno dragão — e os enviaram voando para baixo. Através dos olhos das criaturas, viram uma caverna subterrânea maravilhosa: um jardim de flores raras, cogumelos luminescentes, um córrego cristalino e, no centro, o toco imenso de uma árvore ancestral, envolto em trevos, guardando uma urna de barro. E, à distância, avistaram algo perturbador: um grupo de criaturas com pés de cabra perseguindo e maltratando um jovem humano aterrorizado, numa brincadeira cruel que certamente terminaria em morte.
Decidindo explorar o templo por terra em vez de arriscar a queda pelo poço, o grupo avançou e encontrou uma antiga casa de banhos, agora um tanque de água estagnada e escura, coberta de vinhas e limo. Ao tentar atravessar pela borda, Medesteles escorregou e caiu na água podre — e o impacto despertou o que dormia no fundo: raízes animadas e, pior, uma massa de limo cinzento que se ergueu da lama em forma disforme. A batalha foi curta, mas corrosiva: o limo, ao ser atingido, destruiu com seu contato ácido o machado de Rhea, o escudo de Aletheion e os dardos de Presthes, corroendo permanentemente cada arma antes de ser finalmente destruído. Vitoriosos, mas com o equipamento arruinado, seguiram adiante através de portas duplas até uma escadaria descendente vigiada por quatro estátuas de pedra representando ciclopes de seis braços — duas já reduzidas a escombros, duas ainda de pé, segurando tigelas de bronze. Ao tocarem nas estátuas quebradas, elas simplesmente esfarelaram em pó; as duas intactas nada revelaram, mesmo depois de reviradas as tigelas. Tudo parecia inofensivo — até que Rhea pisou no primeiro degrau da escadaria, e as duas estátuas restantes ganharam vida, revelando-se gárgulas, que baixaram os braços e avançaram voando contra o grupo, concentrando fúria sobre a bárbara. A luta foi árdua: Aletheion invocou uma armadura de gelo vingativo que retornava parte de qualquer golpe recebido contra o próprio agressor, dizimando uma das criaturas apenas com o toque de seus punhos; Presthes desferiu golpes sagrados com seu martelo de guerra, e Absolus e Rhea acabaram por reduzir as duas gárgulas a fragmentos de pedra, restaurando o silêncio ao corredor.
Descendo enfim ao subterrâneo através de um túnel de raízes e arcos de barro solidificado, os Escolhidos emergiram na mesma caverna maravilhosa vista antes através dos familiares — e lá encontraram a cena que temiam: os cabrutos ainda brincavam cruelmente com o jovem chamado Sostrati, arremessando-o de um lado a outro até que, diante dos olhos horrorizados de Corina, um deles finalmente cravou os dentes em seu rosto, esmagando seu crânio. Corina gritou o nome do amigo e correu para o combate, mas a fada guardiã do lugar, entediada com a mesmice do mundo, começou a distorcer a própria trama da magia à sua volta, provocando surtos incontroláveis de magia selvagem a cada instante da batalha: um espírito de furão surgiu do nada, Rhea foi arrancada do chão e ficou presa flutuando junto ao teto da caverna, Medesteles foi transformado subitamente em uma ovelha indefesa, e o próprio Absolus assumiu por um instante a forma de um lobo. No meio desse caos, um portal se rasgou no chão da caverna e de dentro dele emergiu um unicórnio negro de crina vermelha, de quase três metros de altura, com os olhos vermelhos cravados em Presthes — um pesadelo corrompido, dotado de poder quase divino. A criatura abriu um abismo sob os pés de vários heróis, fazendo-os cair do teto da caverna, curou-se com magia própria, ergueu escudos arcanos sobre seus aliados cabrutos e, com uma investida súbita, cravou o chifre na garganta de Presthes, derrubando-o inconsciente, e depois voltou-se contra a pobre Corina, arrancando-lhe o rosto numa mordida fatal diante dos olhos de todos. Um segundo unicórnio, este de índole benevolente, também surgiu da distorção mágica e tentou deter o pesadelo, travando um duelo próprio — mas foi derrotado, e o unicórnio corrompido, satisfeito, abriu um novo portal e desapareceu por ele, levando consigo a maldição que carregava havia tanto tempo, deixando o grupo ferido, abalado e sem forças para impedi-lo.
Cambaleantes, os heróis se voltaram para os corpos sem vida de Corina e Sostrati, incapazes de fazer mais nada por eles. Ao lado, o imenso toco de árvore no centro da caverna guardava, em seu anel mais interno, uma urna de barro fechada — dentro dela, cinzas que exalavam um perfume de rosas indescritível, os restos mortais de alguém enterrado ali havia muito tempo. Ao redor cresciam plantas raras que os alquimistas do mundo davam por extintas: ervas usadas para venenos letais e um arbusto frutífero cujas bagas coloridas tinham o poder de restaurar vitalidade a quem as colhesse — e o grupo, ferido e exausto, colheu e repartiu essas frutas entre si para se recompor antes de seguir adiante. Explorando o restante da caverna, avistaram, num canto mais afastado entre flores de todas as cores e carvalhos que rompiam o teto de pedra, dois sátiros e uma dríade reunidos em conversa; mais além, entrevistos por outra passagem coberta de cogumelos luminescentes junto a uma cachoeira, quatro casais de mortais comuns riam e brincavam, alheios ao próprio destino.
Aproximando-se do grupo de criaturas féericas, Absolus os saudou na língua antiga dos druidas, provocando surpresa e respeito imediato no sátiro que se apresentou como Loreu. Após uma conversa longa e sincera, sentados entre as flores, Loreu revelou a verdadeira história por trás da escuridão que assombra a Floresta Anciã havia cinco séculos: Sydon teve três filhas — o Oráculo, Demetria e Adríade, a mais bela e poderosa dríade que jamais existiu, cuja força fizera florescer todo aquele ecossistema dentro da própria pedra. Foi Estor Arkelander quem, há quinhentos anos, decepou Adríade com seu dragão, sua espada e seu escudo — o mesmo escudo quebrado encontrado pelo grupo na entrada do templo. Consumida pela dor e pelo desejo de vingança, Demetria buscou a Titã Lutheria, a senhora dos sonhos, e selou com ela um pacto sombrio: lançou sobre toda a Floresta Anciã uma escuridão eterna, roubando a luz do sol para si mesma através do espelho do pai, e passou a sequestrar mortais sem cessar havia séculos, numa vingança que jamais se saciava e que só piorava com o tempo. Loreu, temendo represálias dos humanos contra o povo féerico caso Demetria continuasse, pediu aos heróis, quase em súplica, que fizessem algo a respeito — sem poder ele mesmo intervir contra uma entidade tão mais poderosa. Ao final da longa conversa, revelou o essencial: Demetria podia ser encontrada em uma câmara acima, no topo de uma escadaria que partia do salão superior daquela mesma caverna. Foi nesse limiar, prestes a confrontar a irmã vingativa da mais bela dríade que já existiu, que a jornada dos Escolhidos do Oráculo se deteve por aquela noite.
6 de 18 imagens desta sessão ainda não passaram por revisão completa (marcadas abaixo) — poses, detalhes e até personagens inteiros podem mudar.
A noite, cena a cena
O Círculo dos Sete Menires
Seguindo pela Floresta Anciã, o grupo encontra uma clareira dominada por sete grandes menires cobertos de musgo, dispostos em semicírculo — vestígio de um antigo ritual dérmico.
O Esquilo Agressivo Ataca
Um esquilo agarrado a um dos menires exibe um gesto obsceno ao grupo antes de atacar com fúria desproporcional ao seu tamanho, forçando todos a rolarem iniciativa.
O Esquilo Revela-se um Gnomo Druida
Derrotado, o esquilo bate contra a pedra e se transforma de volta em um gnomo vestido com trajes ritualísticos, que passa a falar em enigmas sobre nozes e destino, sem hostilidade.
Raízes Animadas Emergem na Entrada do Templo
Dezenas de raízes serpenteiam para fora do solo ao redor das árvores antigas na entrada do templo gygan. Uma delas ergue-se rapidamente em direção ao pescoço de Rhea.
Presos pelas Raízes Vivas
As raízes prendem Medesteles, Rhea, Presthes e Absolus simultaneamente, imobilizando quase todo o grupo de uma só vez diante da entrada do templo.
A Última Raiz É Destruída
Com esforço conjunto, o grupo destrói a última das raízes animadas, libertando-se e podendo finalmente adentrar o templo gygan.
O Escudo Quebrado de Estor Arkelander
No salão com a estátua de Sydon, o grupo encontra um escudo de bronze quebrado gravado com a história de Estor Arkelander, o lendário Lorde Dragão responsável pelo extermínio quase completo do povo gygan — herói para colonizadores, genocida para as criaturas féericas.
Emboscada na Casa de Banhos Alagada
Ao explorar a antiga casa de banhos inundada, raízes e limos cinzentos emergem da água estagnada, e Medesteles escorrega e cai no líquido corrosivo.
O Limo Cinzento Corrói as Armas
O limo cinzento gruda no machado de Rhea, no escudo de Aletheion e nos dardos de Presthes, corroendo-os permanentemente diante dos olhos horrorizados do grupo.
As Ooze e Raízes São Destruídas
O grupo finalmente destrói os limos cinzentos e as raízes remanescentes, encerrando o combate na casa de banhos e podendo seguir viagem pelo templo.
As Estátuas de Ciclopes Ganham Vida
Descendo uma escadaria vigiada por quatro estátuas de ciclopes de seis braços, o grupo é emboscado quando duas delas se revelam gárgulas animadas, concentrando ataques em Rhea.
As Gárgulas São Derrotadas
Após um combate prolongado e desgastante concentrado em Rhea, o grupo finalmente destrói as duas gárgulas de pedra, garantindo passagem segura pela escadaria.
Magia Selvagem Transforma um Herói em Ovelha
Um surto de magia selvagem atinge o grupo durante a exploração mais profunda das ruínas, transformando um dos heróis em uma ovelha comum, para o choque e riso dos demais.
Um Unicórnio Corrompido Surge do Portal Celestial
Um portal celestial se abre na caverna e um unicórnio de quase três metros de altura surge — poderoso, corrompido e portando uma maldição antiga.
O Unicórnio Foge com a Maldição
Após um combate caótico e quase impossível de vencer, o unicórnio corrompido foge de volta através do portal, levando consigo a maldição que carregava, deixando o grupo abalado mas vivo.
Os Corpos de Corina e Sostrati
No chão da caverna, o grupo encontra os corpos sem vida de Corina — morta pelo unicórnio corrompido — e de seu amigo Sostrati, um momento de perda pesada após a batalha caótica.
A Caverna Luminescente da Dríade
No coração da caverna, entre flores raras e cogumelos luminescentes, o grupo encontra o toco de uma árvore imensa e conhece o sátiro Loreu e seus companheiros féericos.
A Verdadeira História de Sydon e Suas Três Filhas
Loreu revela que Sydon teve três filhas — o Oráculo, Demetria e a bela Adríade, decapitada há 500 anos por Estor Arkelander — e que a vingança de Demetria pelo pacto com Lutheria lançou a sombra eterna sobre a floresta.
Ficha da sessão
Locais visitados
- Círculo de menires da Floresta Anciã — Clareira com sete pedras antigas dispostas em semicírculo, palco do encontro com o gnomo druida enlouquecido.
- Entrada do templo gygan — Ruínas cobertas de vinhas de onde Corina fugiu; raízes animadas emergem do solo para atacar o grupo na chegada.
- Salão da estátua de Sydon — Câmara com estátua monumental do Titã Sydon, um poço central e o escudo quebrado de Estor Arkelander; ponto de onde os familiares foram enviados para explorar a caverna abaixo.
- Casa de banhos alagada — Salão de água estagnada e limo, onde Medesteles caiu e o grupo enfrentou raízes e um limo corrosivo que arruinou parte do equipamento.
- Escadaria dos ciclopes — Escadaria vigiada por quatro estátuas de ciclope; duas se revelaram gárgulas e emboscaram o grupo.
- Caverna da Dríade (túmulo de Adríade) — Caverna subterrânea exuberante com o toco de Adríade, palco da morte de Sostrati e Corina, do combate contra o unicórnio corrompido, e do encontro com o sátiro Loreu, que revelou a história completa de Demetria.
Batalhas
-
Esquilo agressivo (gnomo druida transformado)
vitória
Um esquilo hostil ataca o grupo perto dos menires; ao ser derrotado, revela-se um gnomo druida enlouquecido que passa a falar apenas em enigmas.
-
Raízes animadas na entrada do templo
vitória
Cinco raízes emergem do solo e prendem quatro heróis simultaneamente; todos se libertam e destroem as raízes uma a uma.
-
Raízes animadas e limo cinzento na casa de banhos
vitória
Medesteles cai na água estagnada, despertando raízes e um limo corrosivo que destrói permanentemente as armas de Rhea, Aletheion e Presthes antes de ser destruído.
-
Duas gárgulas disfarçadas de estátuas de ciclope
vitória
As estátuas ganham vida ao serem pisadas as escadas e emboscam o grupo, concentrando-se em Rhea; Aletheion e Presthes finalizam as duas criaturas.
-
Unicórnio corrompido (Nightmare) e magia selvagem descontrolada
fuga do inimigo
Um unicórnio pesadelo surge de um portal durante o combate contra os cabrutos, provoca quedas, cura-se, derruba Presthes e mata Corina, depois foge levando a maldição que carregava; surtos de magia selvagem transformam heróis em ovelha e os fazem levitar.
Momentos-chave
-
Revelação O grupo descobre, através de um escudo quebrado, que o templo pertence ao povo gygan e que foi Estor Arkelander, lendário Lorde Dragão, quem exterminou quase toda essa raça.
Medesteles
- Perigo ambiental Um unicórnio corrompido surge de um portal em meio a surtos de magia selvagem, derruba Presthes quase à morte e mata definitivamente a NPC Corina antes de fugir levando consigo uma antiga maldição.
-
Momento de personagem Um surto de magia selvagem transforma Medesteles subitamente em uma ovelha indefesa no meio do combate.
Medesteles
-
Revelação O sátiro Loreu revela a Absolus e ao grupo que Demetria, irmã de Adríade e do Oráculo, fez um pacto com a Titã Lutheria após a decapitação de Adríade por Estor Arkelander, lançando a escuridão eterna sobre a Floresta Anciã e sequestrando mortais desde então.
Absolus
-
Evento Loreu revela que Demetria pode ser encontrada em uma câmara no topo de uma escadaria acima da caverna, encerrando a sessão no limiar do confronto final.
Absolus