A luta contra as criaturas de vapor nascidas dos gêiseres da fenda vulcânica ainda não havia terminado quando Os Escolhidos do Oráculo retomaram o combate. Aletheion, movendo-se entre as colunas de rocha, lançou sua maldição sobre um dos mefits e, em seguida, um raio negro e vermelho atravessou a criatura enfraquecida — a explosão resultante se espalhou e consumiu quatro mefits de uma só vez, mas o vapor quente que se libertou queimou o rosto e a barba do mago Medesteles, que mal conseguiu se afastar a tempo. Um último mefit, ainda vivo, avançou desesperado contra o grupo e explodiu bem entre Absolus e Presthes: o guerreiro centauro tombou no chão, sangrando pela perna traseira e cuspindo fumaça, enquanto o paladino Presthes caía ao seu lado, também sangrando e à beira da morte.
Por um instante de puro terror, ninguém conseguiu sentir os batimentos do coração de Absolus. A deusa e a bárbara Rhea correram até o corpo imóvel do centauro, tentando localizar qualquer sinal de vida nos dois corações que um ser como ele deveria ter — o humano e o equino — e o silêncio pareceu se estender por uma eternidade angustiante. Foi só quando Rhea, incrédula, apalpou o peito dele pela segunda vez que sentiu o pulso fraco, mas presente, ainda latejando. Absolus estava vivo. Presthes, por sua vez, foi reerguido com o mesmo alívio, e aos poucos o grupo, exausto e ferido, conseguiu se recompor no meio dos gêiseres agora mais calmos.
Com os inimigos destruídos, Os Escolhidos do Oráculo se permitiram um breve descanso ali mesmo, entre as fendas fumegantes. A bardo Kyrah entoou uma canção suave que ajudou a fechar parte dos ferimentos abertos, e o grupo trocou palavras de alívio por terem sobrevivido a mais um confronto brutal. Restabelecidos o quanto podiam, seguiram viagem, adentrando cada vez mais fundo no vale entre as montanhas, onde a luz do sol já não alcançava o chão e o frio se tornava cortante — só os raros bolsões de vapor dos gêiseres remanescentes ofereciam algum aquecimento pelo caminho.
Após tanto caminhar, o grupo finalmente avistou o templo do oráculo: uma construção monumental esculpida diretamente na parede rochosa do desfiladeiro, com colunas gigantescas sustentando um frontão também talhado na pedra viva. Sobre as colunas principais, um friso de mármore retratava Sydon, o titã do mar, empunhando seu tridente negro. No centro do pórtico, quatro homens vestidos com cotas de malha de bronze e mantos de um azul intenso — a cor inconfundível de Sydon — aguardavam, imóveis, como guardas. Ao vê-los, a sacerdotisa Kyrah, que guiava o grupo até ali, murmurou apreensiva: temia que algo tivesse acontecido, pois havia semanas perdera contato com o oráculo. Agora, diante deles, soldados do titã do mar guardavam a entrada.
Rhea tentou negociar, avisando que não buscavam confronto, apenas queriam falar com o oráculo. Um dos guardas, com a mão trêmula sobre a lança, revelou que o General Brêca havia ordenado que protegessem aquela porta a qualquer custo contra um grupo de guerreiros perigosos — e que estavam dispostos a morrer por isso. A tentativa de diálogo não avançou; Rhea acabou soltando uma ameaça sombria sobre a ausência de misericórdia caso insistissem em barrar a passagem. Foi então que Aletheion, aproximando-se silenciosamente por trás das colunas, encarou os quatro guardas com um olhar tão gélido e implacável que as pernas deles começaram a tremer incontrolavelmente — dois se borraram de medo dentro da própria armadura antes que todos corressem apavorados para dentro do templo.
O grupo avançou através do pórtico agora vazio e chegou à câmara principal, onde uma imponente estátua de bronze de Sydon, sentado em seu trono e empunhando o tridente negro, dominava o ambiente. Aos pés da estátua havia um espelho d'água que refletia a luz de quatro grandes braseiros, e diante dele um esquife dourado destinado a sacrifícios. Ali, o General Brêca aguardava ao lado de oito soldados, junto a quatro criados do templo mantidos reféns. Um servo idoso, apavorado, gritava desesperado que 'a bruxa maldita' havia levado o oráculo embora, suplicando para que o protegessem — revelando que a vidente já havia sido sequestrada antes mesmo da chegada dos aventureiros. Brêca, com o rosto pintado de azul em devoção ao titã do mar, recebeu-os com escárnio, prometendo que ali os heróis encontrariam seu fim sob o punho do deus dos oceanos.
O que se seguiu foi a batalha mais violenta que o grupo já havia enfrentado. Aletheion abriu o confronto marcando um dos soldados com sua maldição e disparando à distância, abatendo-o e transferindo a marca para o próximo alvo repetidamente, ceifando vidas com precisão brutal. Absolus invocou a bênção da natureza sobre seus companheiros, envolvendo Rhea, Presthes e Aletheion em uma proteção abençoada pelos espíritos da terra. Ainda assim, os soldados de Brêca lutavam com ferocidade quase suicida: Rhea foi golpeada repetidas vezes até cair ensanguentada e inconsciente numa poça do próprio sangue, sendo reanimada e depois derrubada de novo pouco depois. Presthes sofreu o mesmo destino, caindo desacordado mais de uma vez sob golpes de escudo na nuca, resgatado no limite por cuidados desesperados vindos de si mesmo e de Medesteles, que gastou até seu último resquício de energia mágica tentando estabilizar os companheiros. Em um dos momentos mais tensos, Aletheion acertou um Eldritch Blast que atravessou o olho de Brêca, arrancando parte do crânio do general — que, ainda assim, permaneceu de pé, mais morto que vivo, incapaz de acreditar no próprio ferimento.
Com o general finalmente abatido e os últimos soldados reduzidos a poucos remanescentes, o combate chegou ao fim quando Absolus, vendo Rhea e Presthes ainda caídos e mal respirando, pisoteou a cabeça do último inimigo de pé, encerrando a resistência de uma vez por todas. Os dois heróis caídos foram estabilizados a tempo, exaustos, ensanguentados, mas vivos. O templo do oráculo, agora livre dos fanáticos de Sydon, permanecia silencioso ao redor deles — e a pergunta sobre o paradeiro da vidente sequestrada, mencionada pelo servo aterrorizado, ficou pairando no ar como o próximo mistério a ser desvendado.
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A noite, cena a cena
Os Mefits de Névoa Atacam
O combate contra os quatro mefits de névoa nascidos dos gêiseres começa, mais brutal do que aparentava à primeira vista.
O Coração Silencioso de Absolus
Duas das criaturas explodem perto de Absolus e Presthes, derrubando-os inconscientes; por um instante angustiante ninguém consegue sentir os batimentos cardíacos do centauro, até Rhea confirmar, aliviada, que ele ainda está vivo.
Rhea Abate o Último Mefit
Com o grupo ainda abalado, Rhea se levanta e abate o último mefit de névoa, encerrando o combate nos gêiseres.
A Bruxa Levou Versi
Um servo idoso mantido refém pelos soldados de Sydon grita desesperado que 'a bruxa maldita levou a Versi', revelando que a Oráculo do templo já havia sido sequestrada antes mesmo da chegada do grupo.
Confronto com o General Brêca
Após uma negociação fracassada, o grupo enfrenta o General Brêca e oito soldados fanáticos de Sydon na câmara principal do templo, com acólitos do oráculo mantidos como reféns.
Rhea e Presthes à Beira da Morte
A batalha se torna a mais brutal até agora: Rhea e Presthes caem inconscientes repetidas vezes, sangrando até a beira da morte, salvos por curas desesperadas no último instante.
Absolus Encerra o Combate
Absolus executa o último soldado, pisando sobre ele, enquanto Rhea e Presthes ainda jazem estabilizados no chão do templo - exaustos mas vivos, à beira do nível 3.
Ficha da sessão
Locais visitados
- Fenda vulcânica dos gêiseres — Palco final do combate contra os mefits de vapor; após a vitória, o grupo descansa ali ao som da canção da bardo Kyrah antes de seguir viagem pelo desfiladeiro cada vez mais frio e escuro.
- Templo de Sydon (entrada) — Templo monumental esculpido na parede do desfiladeiro, com colunas gigantes e um friso de mármore retratando Sydon com seu tridente negro; guardado por quatro soldados fanáticos que fogem apavorados diante da intimidação de Aletheion.
- Câmara principal do templo — Sala central com estátua de bronze de Sydon sentado em trono, um espelho d'água iluminado por quatro braseiros e um esquife dourado de sacrifícios; local da batalha decisiva contra o General Brêca, onde um servo idoso revela que a oráculo foi sequestrada por 'uma bruxa maldita'.
Batalhas
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Mefits de vapor (remanescentes)
vitória
Conclusão do combate iniciado antes desta sessão: Aletheion detona uma reação em cadeia que destrói quatro mefits de uma vez, mas a explosão final derruba Absolus e Presthes, quase matando o centauro em um momento de terror para o grupo.
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General Brêca e seus soldados fanáticos de Sydon
vitória
Batalha longa e extremamente violenta na câmara principal do templo, com reféns sob ameaça; Rhea e Presthes caem inconscientes múltiplas vezes e são reanimados no limite; Aletheion atinge Brêca com um tiro que lhe arranca o olho, e Absolus encerra o confronto executando o último soldado de pé.
Momentos-chave
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Perigo ambiental Durante a explosão final dos mefits, o grupo perde por um instante qualquer sinal de vida em Absolus, temendo sua morte, até Rhea confirmar que o coração dele ainda batia.
Absolus, Rhea
- Revelação Um servo idoso mantido refém revela, em desespero, que 'a bruxa maldita' já havia sequestrado o oráculo antes mesmo da chegada do grupo ao templo.
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Momento de personagem Aletheion intimida os quatro guardas da entrada do templo com tamanha ferocidade que eles fogem apavorados sem lutar, evitando um confronto antecipado.
Aletheion
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Perigo ambiental Na batalha final contra o General Brêca, Rhea e Presthes caem inconscientes repetidas vezes e chegam à beira da morte, sendo salvos no limite por curas e estabilizações desesperadas, num dos combates mais brutais enfrentados pelo grupo até aqui.
Rhea, Presthes, Medesteles
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Momento de personagem Aletheion acerta um Eldritch Blast que arranca o olho do General Brêca, um golpe decisivo que inclina a batalha a favor do grupo.
Aletheion
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Momento de personagem Absolus encerra o combate final executando o último soldado de pé, enquanto Rhea e Presthes ainda jaziam estabilizados no chão do templo, exaustos mas vivos.
Absolus