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Sessão 2 de 28 · 22 de janeiro de 2026

A Caçada ao Javali Corrompido

Rhea · Presthes · Absolus · Aletheion · Medesteles

Índice de cenas (5)
  1. O Javali Gigante Irrompe da Caverna
  2. Rhea Decapita o Javali Corrompido
  3. O Poema de Kyrah Silencia o Mundo
  4. Rhea Confidencia o Segredo do Deus Pythor
  5. Mefits de Névoa Nascem dos Gêiseres

Ao amanhecer, com a taverna ainda cheirando a cerveja da noite anterior, os Escolhidos do Oráculo prepararam suas magias e equipamentos enquanto Kyrah, do lado de fora, recitava versos incompreensíveis para dois caçadores intrigados. Eram Teneias e seu irmão Javão, moradores de uma vila ao norte, vindo buscar o grupo para a caçada ao javali corrompido que devastava a região. Sob um céu cinzento e um frio cortante que embranquecia o orvalho no chão, os seis partiram rumo às terras interiores, atravessando fazendas arrasadas, vilarejos reduzidos a escombros e campos onde corvos carniceiros se banqueteavam com os restos de caçadores e animais — marcas evidentes da fúria da fera. Depois de um dia inteiro de marcha, já com o sol se pondo, Rhea conseguiu identificar entre as trilhas a mais recente e quente, guiando o grupo colina acima até avistarem, na penumbra da névoa que se acumulava nos vales, uma trilha de destruição que terminava na boca escura de uma caverna, de onde ecoavam grunhidos monstruosos.

Decididos a não enfrentar a fera às cegas, os Escolhidos idealizaram um plano: afunilar a saída da caverna com uma barricada de estacas de um lado e prender o javali com um laço de corda do outro, forçando-o a um espaço estreito. Enquanto Rhea observava a entrada da caverna e Aletheion se mantinha à distância, Presthes se encarregou de erguer a barricada — e num golpe de martelo desastrado, acabou acertando o próprio Absolus, que reagiu instintivamente com um coice. O barulho da confusão ecoou para dentro da caverna, e antes que qualquer armadilha estivesse pronta, um grunhido bestial anunciou que a espera havia terminado.

O javali — uma fera descomunal de pelo branco imaculado, olhos vermelhos como brasas e presas amarelas já manchadas de sangue de outras vítimas, o corpo cravejado de flechas e lâminas de caçadas anteriores — irrompeu da caverna sem aviso. Ele encarou Presthes por um instante antes de virar-se contra o caçador ao lado dele, cravando as presas em sua coxa, erguendo-o no ar e despedaçando-o contra a parede de pedra diante dos olhos horrorizados do grupo. Pego de surpresa, quase ninguém teve tempo de reagir ao primeiro embate — apenas Absolus permaneceu alerta. Pior ainda, a fera revelou um poder além do físico: fixou os olhos em Presthes e sussurrou em sua mente, prometendo caos e confusão. O paladino lutou contra a vontade alheia, mas não conseguiu resistir — por um instante, o mundo se invertera para ele, e os próprios aliados pareciam monstros. Tomado por essa loucura, ele avançou contra Rhea, erguendo a espada, mas algo em seu juramento o fez hesitar no último instante, e o golpe não veio.

A batalha se acirrou: Aletheion marcou a fera com uma maldição sombria vinda de seu pacto, enfraquecendo sua mente contra novos encantamentos, enquanto Absolus a atacava repetidas vezes com sua cimitarra e Aletheion desferia rajadas de energia arcana que arrancaram dentes da boca do monstro. O javali, no entanto, provou ter mais do que força bruta — quando Presthes tentou invocar uma bênção divina sobre ele mesmo, a fera anulou a magia com desdém sobrenatural, provando não ser uma simples besta. Ferido e encurralado, o monstro tentou uma última vez dominar a mente de Rhea, mas ela resistiu com a força de seu treinamento. Foi então que, num golpe certeiro e brutal, Rhea ergueu seu machado e o desceu com toda a força, rasgando a garganta da fera na parte mais vulnerável do pescoço — a cabeça do javali rolou pelo chão, e antes do último brilho se apagar de seus olhos, a criatura falou com voz sobrenatural, alertando que um poder antigo dormia no coração de Thylea e que seu despertar marcaria o fim da era de Mytros — nenhuma profecia, disse ela, salvaria os mortais de seus pecados.

Com a fera morta, o grupo cuidou dos feridos: Presthes impôs as mãos sobre Rhea e uma energia que não parecia vir dos deuses tradicionais, mas da própria natureza, fechou completamente seus ferimentos. Teneias, sobrevivente e arrasado pela perda do irmão, foi consolado por Presthes, que rezou pelas almas dos caídos; comovido, ele ajudou a preparar os ritos funerários, erguendo piras para os corpos de Javão e de outros caçadores encontrados dentro da caverna, com moedas de ouro postas sobre os olhos de cada um para guiá-los na travessia. Dentro do covil, ainda encontraram os restos de dois outros caçadores usados como alimento, além de um tesouro modesto de ouro e prata que o grupo dividiu igualmente, e uma lança com a ponta revestida de prata, entregue a Presthes por ser a arma mais adequada ao seu estilo de combate. Restava ainda cumprir a exigência da Ordem de Sydon: oferecer o corpo do javali em sacrifício. Após um debate acalorado — Presthes defendendo Pythor, Rhea rejeitando veementemente qualquer oferenda aos titãs e propondo Mytros, e Aletheion e Medesteles preferindo evitar conflito — o grupo, unido pela insistência de Kyrah de que os escolhidos agiam em conjunto ou não agiam, votou e escolheu Mytros. Ao acender a pira, cada um sentiu o corpo tomado por uma dor muscular avassaladora antes de receber a Charm of Heroism — uma marca sagrada gravada discretamente na pele, pronta para conceder vigor e proteção divina quando invocada. Em seguida, Kyrah recitou um poema estranho e quase incompreensível para mortais, que fez o mundo ao redor cair em silêncio, e declarou formalmente o grupo como os verdadeiros escolhidos do oráculo.

Com a missão cumprida, os Escolhidos se despediram de Teneias e partiram rumo ao templo do oráculo, uma jornada de dois a três dias através de rios e cadeias de montanhas. Kyrah lhes contou sobre Versi, a ninfa das águas que negociara havia cinco séculos o Juramento da Paz com seu pai Sydon, e confessou, visivelmente inquieta, que não tinha notícias do oráculo havia duas semanas. Boatos também corriam: dizia-se que Lutheria, a senhora dos sonhos, teria convencido Sydon a enviar o javali como vingança contra os mortais que já não temiam suas tempestades; e que o rei Acastus de Mytros zombara certa vez das palavras de Versi, ironicamente antes de ascender ao trono. Durante a viagem, o grupo trocou confidências: Absolus revelou a Aletheion que vivia sozinho havia tempos após perder seu clã e as vastas pradarias onde caçava, e explicou sua devoção austera à Thylea, recusando bebidas e histórias de taverna em nome da sobriedade. Em outro momento, afastando-se dos demais, Rhea confessou a Absolus — sem saber que Aletheion os escutava escondido — sua convicção inabalável de que fora o deus Pythor quem sequestrara seu filho, provavelmente para transformá-lo em arma na guerra que se aproximava com o enfraquecimento do antigo Juramento da Paz.

Os dias de viagem também trouxeram amadurecimento: cada um dos Escolhidos sentiu suas habilidades se aprofundarem, refletindo tudo o que haviam vivido na caçada. Absolus, tocado por ter testemunhado um sacrifício dedicado a outra causa que não a sua fé, sentiu o chamado de um círculo druídico voltado ao ritual e ao fogo sagrado. Aletheion percebeu seu pacto com as Moiras se fortalecer, abrindo novos horizontes de poder. Medesteles reafirmou sua identidade como um filósofo epicurista, encontrando serenidade na simplicidade da vida. Presthes sentiu, pela primeira vez, o poder divino de seu pai fluindo com mais força através de si, fruto de sua fé inabalável mesmo diante do silêncio anterior dos deuses. E Rhea, marcada pela provação da batalha, aprendeu a confiar ainda mais em seus instintos e em sua fúria. Foi já com esse novo vigor que o grupo adentrou uma fenda vulcânica entre as montanhas, onde ficava o templo do oráculo — um desfiladeiro de paredes escarpadas, riachos quentes e vapores subindo do chão rachado. Avançando em fila, Presthes e Medesteles tiveram o azar de pisar diretamente sobre gêiseres ocultos, sendo atingidos por jatos de água fervente que lhes deixaram queimaduras graves pelo rosto e pelo corpo. Foi então que Medesteles, o único a notar o fenômeno, percebeu que o vapor ao seu redor começava a se condensar e ganhar forma — coalescendo em quatro pequenas criaturas de névoa, hostis e famintas por causar mais dor ao grupo que avançava, cada vez mais próximo — e sem saber ainda — do destino incerto que aguardava no templo do oráculo.

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A noite, cena a cena

01
Abertura de combate

O Javali Gigante Irrompe da Caverna

Antes que a armadilha esteja pronta, o javali gigante de pelo branco e olhos vermelhos irrompe da caverna, matando o caçador Javão com um só golpe brutal diante do grupo.

02
Golpe final

Rhea Decapita o Javali Corrompido

Rhea desfere o golpe final, decapitando a fera; com o último sopro de vida, o javali profetiza que um poder antigo desperta no coração de Thylea e que seu despertar marcará o fim da era de Mytros.

03
Revelação

O Poema de Kyrah Silencia o Mundo

Após o sacrifício do javali, o grupo recebe a Charm of Heroism dos deuses, e Kyrah recita um poema que silencia o mundo ao redor, reconhecendo-os formalmente como os verdadeiros escolhidos do oráculo.

04
Momento de personagem

Rhea Confidencia o Segredo do Deus Pythor

Durante a viagem ao templo do oráculo, Rhea confidencia a Absolus sua convicção de que o deus Pythor levou seu filho - sendo secretamente ouvida por Aletheion.

05
Perigo ambiental

Mefits de Névoa Nascem dos Gêiseres

Ao atravessar uma fenda vulcânica repleta de gêiseres de água fervente, Presthes e Medesteles sofrem queimaduras, e Medesteles percebe o vapor ao redor se condensando em quatro pequenos mefits de névoa hostis.

Ficha da sessão

Locais visitados

  • Terras Interiores — Região ao norte de Estor devastada pelo javali corrompido, com fazendas destruídas, vilarejos abandonados e corvos se alimentando dos restos de vítimas; palco da longa marcha do grupo guiado por Teneias e Javão.
  • Caverna do Javali — Covil da fera nas colinas do norte, repleto de comida podre e corpos de caçadores anteriores; local da batalha decisiva, dos ritos funerários, da descoberta de tesouro e da lança de prata, e do sacrifício do javali a Mytros.
  • Fenda vulcânica a caminho do templo do oráculo — Desfiladeiro entre montanhas com paredes de pedra escarpada, riachos quentes e gêiseres de água fervente; Presthes e Medesteles sofreram queimaduras ao passar por ali, e vapores começaram a se condensar em mefits hostis pouco antes do templo.

Batalhas

  • Javali gigante corrompido pelos titãs vitória

    A fera emboscou o grupo antes que as armadilhas ficassem prontas, matando o caçador Javão com um golpe brutal e dominando a mente de Presthes com medo e confusão, quase virando-o contra os aliados. Após um combate intenso com magia amaldiçoada, tiros arcanos e ataques corpo a corpo, Rhea decapitou a criatura, que morreu profetizando o despertar de um poder antigo em Thylea e o fim da era de Mytros.

Momentos-chave

  • Perigo ambiental O javali gigante mata o caçador Javão com um único golpe brutal logo no início do confronto.
  • Momento de personagem O javali domina a mente de Presthes com uma ilusão de confusão, quase virando o paladino contra os próprios aliados.

    Presthes

  • Revelação Rhea desfere o golpe final que decapita o javali, que profere com o último fôlego um aviso sombrio sobre um poder antigo despertando no coração de Thylea e o fim da era de Mytros.

    Rhea

  • Evento Após debate acalorado sobre a quem oferecer o sacrifício, o grupo vota e escolhe Mytros, recebendo a Charm of Heroism; Kyrah recita um poema que silencia o mundo e reconhece formalmente o grupo como os verdadeiros escolhidos do oráculo.
  • Revelação Afastada do grupo, Rhea confidencia a Absolus sua convicção de que o deus Pythor levou seu filho para transformá-lo em arma na guerra iminente, sendo secretamente ouvida por Aletheion.

    Rhea, Absolus, Aletheion

  • Perigo ambiental Ao atravessar a fenda vulcânica repleta de gêiseres, Presthes e Medesteles sofrem queimaduras graves, e Medesteles percebe o vapor ao redor se condensando em quatro mefits de névoa hostis, encerrando a sessão em suspense.

    Presthes, Medesteles