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Sessão 26 de 28 · 9 de setembro de 2026

Heróis Não Temem os Mortos

Rhea · Absolus · Aletheion · Olga · Myrina

Índice de cenas (10)
  1. Phlon, o Invencível, desafia Rhea
  2. O peteleco que derruba Phlon
  3. “Você é minha irmã”
  4. A queledone entrega o Escudo Dourado de Volkan
  5. Euriá e o elemental de fogo na torre em ruínas
  6. A ninfa e o elfo encapuzado
  7. O desfiladeiro que se fecha
  8. O abismo que engole o rio
  9. O Ultros na lagoa oculta
  10. O capitão fantasma do Ultros

Os Escolhidos do Oráculo acordaram na taverna do Rabo do Sátiro, em Mytros, carregando os pesadelos da noite anterior. Myrina ainda estava às cegas — sua visão estava se regenerando, mas levaria tempo. Rhea parecia distante, assombrada por visões que não conseguia afastar. Depois de um breve debate, o grupo decidiu abandonar a cidade imediatamente e seguir rumo ao navio mencionado no mapa do rei, temendo que prolongar a estadia apenas pioraria os sonhos perturbadores que os consumiam.

No segundo ou terceiro dia de viagem pelas montanhas, enquanto o grupo avançava pelo caminho percorrido tantas vezes antes, um som torto e tropeçante vindo de trás chamou a atenção de todos. Virando-se, encontraram um centauro imenso e musculoso, com pelo castanho e uma crina loura, cambaleando com um odre de vinho vazio numa mão e uma taça quase seca na outra. O gigante bêbado abriu um sorriso largo, flexionou os músculos com orgulho e apontou para Rhea com um único convite: a briga. Apresentou-se como Phlon, o Invencível, o Garanhão — e propôs um duelo desarmado, sem golpes letais, apenas para provar quem era o mais forte. Rhea, sem hesitar, aceitou o desafio.

O duelo foi brutal e animado. Rhea entrou em fúria e desferiu golpes poderosos, encaixando dois socões que chacoalharam a cabeça de Phlon. O centauro respondeu com socos e patadas violentas, aproveitando cada abertura que a bárbara lhe dava. A troca de golpes foi equilibrada — Phlon era formidável mesmo embriagado — mas ao final, após um último peteleco certeiro na testa do centauro, ele tombou desacordado. Quando foi estabilizado e acordou, olhou ao redor atordoado e perguntou se havia ganhado. Rhea o informou que não. Phlon levantou, olhou para a minotaura com um brilho de respeito nos olhos e estendeu o braço: declarou que ela não era uma conhecida nem uma amiga, mas uma irmã. Revelou que vinha da Ilha do Escorpião e prometeu que, se os Escolhidos do Oráculo passassem por lá, seriam recebidos como amigos de Phlon, o Guerreiro — e que, se precisassem de braços para a luta do Oráculo, podiam contar com ele.

O grupo seguiu viagem até a cidade de Estoria. Os deuses da região agora lhes davam as costas — Pythor sequer os recebeu, e Kyrah havia sumido como os demais; só Volkan, o deus ferreiro, ainda os reconhecia. Foi uma criação dele que pousou diante deles: uma queledone, borboleta autômato de bronze, que entregou o presente há muito prometido — o Escudo Dourado de Volkan, esculpido em ouro, com a cabeça aberta de um leão no centro. Absolus ficou com o escudo. Ele passou a compreender e falar dracônico, a notar mais depressa o perigo ao redor e a invocar, pela boca do leão, até três rugidos atroantes por dia; o leão também podia morder a cabeça decepada de uma criatura e emprestar um de seus poderes ao portador por alguns instantes, antes que a cabeça virasse cinzas. Antes de deixar Estoria, os Escolhidos repuseram os estoques de poções de cura.

A caminho do sul, já perto do templo do Oráculo, a promessa de calor e comida os desviou da estrada para uma torre de guarda em ruínas. No parapeito, um elemental de fogo dançava entre espetos de carne, os olhos velados por um brilho rosado de encantamento; ao lado dele, tocando lira e cantando, estava Euriá — uma ninfa de beleza sobrenatural que se dizia o vento do outono. Ela não trazia hostilidade: ofereceu abrigo, assou a carne e, ao longo da noite, contou a própria história. Era a terceira da gangue dos Quatro Ventos — os quatro bardos que um dia, revoltados com a deusa das artes que os negligenciava, seguiram Kyrah até o Olimpo, roubaram cada um um instrumento dela e se separaram jurando nunca mais se reencontrar, orgulhosos do roubo ainda que não se suportassem entre si. Os Escolhidos já haviam matado dois dos companheiros dela, Bórias e Zéfero, sem que Euriá demonstrasse mágoa. Naquela noite ela seduziu Aletheion; pela manhã, o elfo acordou com um sorriso bobo e uma marca no pescoço que não desbotava — e, sem ninguém capaz de identificar magia, nenhum deles soube dizer o que ela era. Ao partirem, Euriá apontou o rumo: seguir o vento mais frio da estrada.

Já nas estradas rumo às cataratas conhecidas como Dead Falls, os Escolhidos passaram pela Vindima Acre, onde notaram que a taverna agora exibia uma segunda placa com o subtítulo 'Bar dos Heróis da Profecia', com miniaturinhas entalhadas em madeira representando cada um dos cinco heróis originais. Pescadores às margens do rio contaram um boato que ninguém levava a sério: um navio antigo veleja pelo rio à meia-noite — um rio que não deságua no mar. A dona da taverna de Vindima Acre completou o relato, dizendo que o rio conduzia ao domínio de Lutheria, a senhora dos sonhos, e que quanto mais perto das cataratas, mais estranho o mundo ficava. Por toda a estrada, moradores sussurravam uma oração ao ver o grupo passar: 'Os heróis não temem os mortos.'

Ao se aproximarem das Dead Falls, o desfiladeiro foi se estreitando e escurecendo. As paredes rochosas exibiam rostos distorcidos e horripilantes esculpidos nas pedras. O vento uivava entre as fendas como um grito vindo das profundezas do submundo. Em dado momento, as paredes do desfiladeiro começaram a se fechar — a trilha ia desaparecendo sob os pés do grupo enquanto a pedra avançava dos dois lados. Com cerca de trinta metros até um trecho mais seguro, os Escolhidos correram desesperadamente. Absolus carregou Myrina nas costas, poupando a feiticeira cega de ser esmagada. Rhea disparou na frente com velocidade impressionante. Todos alcançaram o trecho seguro a tempo, enquanto atrás deles as paredes voltavam à posição original, deixando marcas sinistras de sangue e vísceras das almas infelizes que não tiveram a mesma sorte.

Chegando ao topo das cataratas, o grupo contemplou um abismo que engolia o rio em silêncio absoluto — nenhum barulho de água batendo lá embaixo, como se a queda fosse infinita. Pedras e magias lançadas ao abismo desapareciam sem deixar rastro. O mapa do rei indicava um caminho através das cataratas. Após investigação cuidadosa, Absolus descobriu uma passagem em ziguezague escondida sob cerca de um metro e meio de água, nas paredes do desfiladeiro. O grupo mergulhou e nadou pela passagem até emergir numa lagoa oculta atrás da catarata — um recesso de águas estranhamente calmas, iluminado pela lua. Ali, atracado na margem rochosa, estava o navio: imenso, antigo, com velas pretas e a figura de um dragão na proa. Era idêntico ao navio que os assombrava nos sonhos. Nenhuma tripulação era visível, e o silêncio da lagoa era sepulcral.

Os Escolhidos subiram a bordo com dificuldade — Absolus especialmente, sendo um centauro. Assim que pisaram no convés, perceberam que o navio não estava tão vazio quanto parecia. Sussurros de marinheiros fantasmas ecoavam de todos os lados, vozes falando em trabalhar as velas, limpar o convés, puxar os remos. Olga se aproximou do leme e perguntou em voz alta quem comandava aquele navio. Nesse momento, uma figura começou a se materializar na cadeira do leme: o fantasma de um anão, cantarolando uma canção rouca. Ao perceber a presença de Olga próxima ao leme, o espírito do anão a encarou com desconfiança e perguntou se ela navegava no grande Ultros. Quando ela respondeu que não, que era sua primeira vez, o fantasma declarou com raiva que havia intrusos a bordo — e seis espectros de marinheiros ergueram-se por todo o convés, sacando cimitarras, prontos para o combate. A sessão encerrou-se exatamente nesse momento, com os Escolhidos do Oráculo enfrentando a tripulação fantasma do lendário navio Ultros.

10 de 10 imagens desta sessão ainda não passaram por revisão completa (marcadas abaixo) — poses, detalhes e até personagens inteiros podem mudar.

A noite, cena a cena

01
Abertura de combate

Phlon, o Invencível, desafia Rhea

No caminho de volta pelas montanhas, um centauro imenso e bêbado surge cambaleando atrás do grupo, um odre de vinho vazio numa mão e uma taça quase seca na outra. Ele abre um sorriso largo, flexiona os músculos monumentais e aponta diretamente para Rhea, propondo um duelo desarmado, sem golpes letais, só para ver quem é o mais forte. A minotaura aceita sem hesitar.

02
Golpe final

O peteleco que derruba Phlon

O duelo é brutal e animado — Rhea em fúria troca socos e patadas com o centauro, que resiste mesmo bêbado. Ao fim, depois de vários turnos, a minotaura encerra a luta com um único peteleco certeiro na testa de Phlon, e o gigante tomba desacordado na poeira da estrada.

03
Momento de personagem

“Você é minha irmã”

Estabilizado e desperto, Phlon olha ao redor atordoado, pergunta se ganhou e ouve que não. Então se levanta, encara Rhea com respeito e estende o braço: ela não é uma conhecida nem uma amiga, é uma irmã. Vindo da Ilha do Escorpião, promete abrigo aos Escolhidos e braços para a luta do Oráculo.

04
Revelação

A queledone entrega o Escudo Dourado de Volkan

Na cidade de Estoria, onde os deuses já não os recebem, um autômato de bronze em forma de borboleta gigante pousa diante do grupo — uma queledone enviada por Volkan, o único deus que ainda os reconhece. Ela traz o presente prometido: o Escudo Dourado de Volkan, esculpido em ouro, com a cabeça de um leão de boca aberta no centro. Absolus fica com o escudo.

05
Ambiente

Euriá e o elemental de fogo na torre em ruínas

Atraídos por luz, música e cheiro de carne assada, os Escolhidos alcançam uma torre de guarda em ruínas. O “farol” é um elemental de fogo que dança ao redor de espetos de carne, os olhos com um brilho rosado de encantamento. Ao lado dele, tocando lira e cantando, está Euriá — uma ninfa de beleza sobrenatural que se diz o vento do outono e a terceira dos Quatro Ventos.

06
Momento de personagem

A ninfa e o elfo encapuzado

A noite toda Euriá flerta com Aletheion, que gagueja e cora. Já tarde, ela dispensa o elemental de fogo, o vento frio do outono varre a torre — e a ninfa se aproxima do bruxo. Pela manhã, o grupo o encontra com um sorriso bobo e uma marca no pescoço que não some.

07
Perigo ambiental

O desfiladeiro que se fecha

No caminho para as Catarata dos Mortos, as paredes do desfiladeiro — cobertas de rostos horríveis esculpidos na pedra, com o vento gritando entre as fendas — começam a se mover e se fechar sobre o grupo, a trilha sumindo sob os pés. Restam cerca de trinta metros até um trecho seguro. Absolus joga a cega Myrina nas costas e todos disparam numa corrida desesperada.

08
Ambiente

O abismo que engole o rio

No alto das cataratas, o grupo contempla o impossível: um rio enorme e violento que simplesmente termina, despencando num abismo escuro em silêncio absoluto. Nenhuma água bate lá embaixo. Pedras e magias lançadas no vão desaparecem sem eco. É a entrada do submundo.

09
Revelação

O Ultros na lagoa oculta

Absolus encontra uma passagem em ziguezague submersa nas paredes do desfiladeiro. O grupo mergulha e emerge numa lagoa escondida atrás da catarata, de águas estranhamente paradas e iluminada pela lua. Atracado na margem rochosa está o navio dos seus sonhos: imenso, antiquíssimo, velas pretas, a figura de um dragão na proa. Nenhuma tripulação à vista, silêncio sepulcral.

10
Golpe final

O capitão fantasma do Ultros

No convés, os Escolhidos ouvem uma tripulação invisível trabalhando — sussurros das cordas, dos remos, do convés. Olga se aproxima do leme e, aos poucos, o fantasma de um anão se materializa na cadeira, cantarolando. Ao vê-la ali, ele a encara: “Você não navega no grande Ultros?” Ela diz que é a primeira vez. “Intrusos!” — e seis espectros de marinheiros erguem-se pelo convés, sacando cimitarras.

Ficha da sessão

Locais visitados

  • Taverna do Rabo do Sátiro, Mytros — Ponto de partida da sessão. O grupo acordou aqui e decidiu partir imediatamente rumo ao navio.
  • Estrada montanhosa (entre Mytros e Estoria) — Local do encontro com Phlon. O centauro bêbado desafiou Rhea para um duelo amigável de força.
  • Torre de guarda em ruínas (próxima ao Templo do Oráculo) — O grupo pousou aqui por uma noite, atraído pelo fogo de um elemental dançante e pelo aroma de carne assada. Euriá, ninfa do vento de outono, hospedou o grupo e revelou a história dos Quatro Ventos e o roubo dos instrumentos de Kyrah.
  • Cidade de Estoria — Os deuses locais deram as costas ao grupo (Pythor não os recebeu, Kyrah sumiu); só Volkan os reconheceu. Uma queledone de Volkan entregou o Escudo Dourado de Volkan a Absolus. Ponto de parada para reposição de poções de cura.
  • Vindima Acre — A taverna agora ostenta uma segunda placa, com o subtítulo 'Bar dos Heróis da Profecia' e miniaturas entalhadas dos cinco heróis originais. Pescadores relataram o boato do navio fantasma navegando pelo rio à meia-noite; a dona da taverna disse que o rio leva ao domínio de Lutheria.
  • Dead Falls (Catarata dos Mortos) — Desfiladeiro sinistro com rostos esculpidos nas pedras e vento que uiva como gritos. As paredes se fecharam sobre o grupo, forçando uma corrida desesperada. O abismo da catarata engole água, pedras e magias em silêncio absoluto.
  • Lagoa oculta atrás das cataratas (navio Ultros) — Lagoa de águas paradas acessível por passagem subaquática nas paredes do desfiladeiro. Abriga o lendário navio Ultros, idêntico ao do sonho do grupo, tripulado por espectros de marinheiros fantasmas sob o comando de um capitão anão.

Batalhas

  • Phlon (centauro) vitória

    Duelo desarmado e amigável entre Rhea e o centauro bêbado Phlon. Regras: sem golpes letais, sem armas, encerrado quando um dos lados ficasse inconsciente. Rhea venceu usando fúria e ataques descuidados, finalizando com um peteleco após vários turnos de troca de golpes intensa.

  • 6 espectros de marinheiros do Ultros empate

    Combate iniciado no final da sessão após o capitão fantasma anão declarar intrusos a bordo. Os espectros surgiram trabalhando no ritmo da música do capitão e sacaram cimitarras. Combate não foi resolvido — continua na próxima sessão.

Momentos-chave

  • Momento de personagem Phlon, o centauro guerreiro, é derrotado por Rhea em duelo amigável e se une como aliado potencial dos Escolhidos do Oráculo, prometendo apoio na luta pelo Oráculo.
  • Revelação Volkan entrega o Escudo Dourado através de uma queledone — item poderoso com múltiplas habilidades únicas — para Absolus.
  • Revelação Euriá, ninfa do vento de outono, revela a história dos Quatro Ventos: quatro bardos que invadiram o Olimpo e roubaram os instrumentos de Kyrah, separando-se para nunca mais se encontrar.
  • Momento de personagem Aletheion passa a noite com Euriá e amanhece com uma marca no pescoço que não desbota; o grupo não tem como identificá-la, e a natureza mágica da marca fica em aberto.
  • Perigo ambiental As paredes do desfiladeiro das Dead Falls se fecharam sobre o grupo em movimento — perigo ambiental quase letal que exigiu corrida desesperada de todos.
  • Revelação O grupo encontra o navio Ultros ancorado em uma lagoa oculta atrás das cataratas — idêntico ao navio dos sonhos —, confirmando que estão no caminho certo.
  • Perigo ambiental Ao se aproximar do leme do Ultros, Olga provoca o surgimento do capitão fantasma anão e seis espectros de marinheiros que declaram os heróis intrusos e partem para o ataque.