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Sessão 24 de 28 · 19 de agosto de 2026

Marcados pela Traição

Aletheion · Absolus · Rhea · Olga · Myrina

Índice de cenas (15)
  1. O Elemental de Fogo Ataca o Único Desperto
  2. Aletheion Cai Inconsciente
  3. Absolus Reergue Aletheion do Chão
  4. Rhea Decapita Zéfero
  5. O Vaso de Pergaminhos e a Mecha de Kyrah
  6. De Volta ao Porão do Horror
  7. A Emboscada e o Raio da Maldição
  8. Arrastados ao Salão da Visão Longínqua
  9. A Verdade Devastadora sobre as Crianças
  10. A Marca da Maldição do Traiçoeiro
  11. Absolus Invoca o Fogo Divino
  12. Thylea Excomunga Absolus
  13. A Queda de Trellus e Séptia
  14. A Bola de Fogo de Séptia Destrói o Porão
  15. Acusados Diante do Rei — Kyrah Desaparece

No templo esquecido de Hélios, os Escolhidos do Oráculo retomaram a luta contra o sátiro Zéfero, guardião do vento do verão, que havia amarrado o grupo e invocado em sua defesa um monte de vinhas animadas e um elemental de fogo. A batalha foi brutal: o elemental incendiou as amarras e avançou sobre Aletheion, derrubando-o duas vezes; na primeira, Absolus canalizou a força da terra para reerguê-lo, trazendo-o de volta à consciência. O monte verdejante agarrou Rhea e, diante da resistência da minotaura, engoliu-a inteira dentro de sua própria massa de folhas e cipós, cegando-a e sufocando-a, mas ela resistiu até se libertar das entranhas da criatura. Aos poucos o grupo virou o jogo: gelo e fogo mágico despedaçaram o elemental, as flechas de Olga e os golpes de Aletheion abriram feridas profundas no monte de vinhas, e foi Rhea quem, com um golpe final, decepou a cabeça de Zéfero. No instante em que o sátiro caiu, o alaúde mágico que ele carregava — um item roubado da musa Kyrah — espatifou-se em suas mãos, deixando para trás apenas uma mecha de cabelo escuro, prova adicional de que os tesouros roubados pelos Quatro Ventos pertenciam mesmo a ela.

Nas ruínas da pequena capela dedicada ao deus esquecido, o grupo encontrou uma estátua de ouro maciço em forma de homem de cabelos compridos e um vaso de argila selado. Dentro dele havia três pergaminhos que somente Myrina conseguiu decifrar: eram três Bolas de Fogo prontas para serem conjuradas, cada uma de uso único. Guardado o tesouro e recolhida a mecha de cabelo de Kyrah, os aventureiros descansaram ali mesmo antes de retornar a Mytros.

De volta à cidade, pobres mas decididos, os Escolhidos foram diretamente ao templo de Lutheria, onde entregaram ao sumo sacerdote Trellus a cabeça decapitada de Zéfero, guardada num saco de couro, e o barril de vinho recuperado da floresta. Trellus recompensou o grupo e, tomado de afeto renovado por eles, ofereceu taças de vinho em celebração — taças que o grupo aceitou, sem imaginar as consequências. Usando de encantos e argumentos, convenceram o sacerdote a lhes mostrar a reserva secreta guardada no porão do templo, algo reservado apenas aos membros mais próximos do culto. Trellus, já rendido à companhia deles, abriu a porta trancada e desceu com a irmã Séptia para lhes oferecer, em suas palavras, "um vinho de sangue perfeito para verdadeiros amigos" — e ali, na penumbra silenciosa do porão, o grupo viu o horror: dezenas de crianças penduradas em ganchos, vendadas e amordaçadas, e corpos de adultos já em decomposição espalhados entre os barris.

No instante em que o grupo atacou Trellus e Séptia para tentar salvar as crianças, um raio invisível cruzou o coração de todos eles e um trovão ecoou além da magia do lugar: haviam quebrado a lei sagrada da hospitalidade, pois haviam aceitado comida e bebida do casal repetidas vezes. O tempo parou ao redor deles, e o grupo foi arrastado para o Salão da Visão Longínqua, diante das três Rainhas Erínias, para responder por sua ofensa. No julgamento, apesar dos apelos de inocência do grupo, a verdade veio à tona: as crianças não haviam sido sequestradas, mas entregues voluntariamente por seus próprios pais como parte do rito de iniciação de Lutheria, penduradas para beber do sangue sacrificial de seus progenitores até completarem um ano no gancho. Sem provas de má-fé por parte do sacerdote e reconhecendo que o grupo já havia planejado o ataque antes mesmo de aceitar a hospitalidade, as três Rainhas decretaram a culpa coletiva: todos os cinco foram marcados na bochecha com um símbolo em X, a Maldição do Traiçoeiro, impossível de remover por magia comum, condenando-os a serem caçados pelas fúrias até que a marca desaparecesse.

Devolvidos ao porão, ainda no meio do caos, Absolus, desesperado e talvez movido pela vergonha do julgamento, voltou-se contra uma das crianças reféns e a queimou viva, tentando invocar através do sacrifício algum poder capaz de salvar a situação. O chão se abriu sob seus pés e o grupo inteiro foi arrastado para as profundezas, cara a cara com a própria Thylea, deusa da terra, indignada com o ato cometido em seu nome. A deusa repudiou o sacrifício, afirmando representar a vida e a criação, e excomungou Absolus de sua antiga ordem druídica ali mesmo — arrancando-lhe todos os seus poderes e forçando seu coração para o caminho do mal, transformando-o, diante dos próprios companheiros, em algo bem diferente do guardião que fora.

De volta ao combate no porão, Trellus recuperou o controle da situação e, encostando as mãos no rosto de Olga, arrancou dela quase toda a vida com uma magia sombria de drenar feridas, deixando-a à beira da morte. Sem alternativas para deter o sacerdote e sua irmã, Myrina recorreu a um dos pergaminhos recuperados no templo de Hélios e conjurou, ali mesmo, dentro do porão fechado, uma explosão de fogo abrasador que consumiu tudo ao seu redor — os barris de vinho, a estrutura de pedra, os dois sacerdotes gêmeos e todas as crianças que ainda restavam vivas nos ganchos, reduzidas a corpos carbonizados. A própria explosão quase aniquilou o grupo, e apenas a sorte e alguma resistência ao fogo de Rhea os mantiveram de pé em meio aos escombros, com o teto do templo rachando e caindo sobre suas cabeças.

Em meio à destruição, o grupo tratou de encobrir o que havia acontecido, fingindo que tudo não passara de um trágico acidente com uma vela derrubada, e gritando aos acólitos do lado de fora que fugissem, pois estaria ocorrendo uma manifestação divina de Lutheria. A confusão foi interrompida pela chegada da guarda da cidade, liderada por Gaius, líder da Ordem de Sydon, que encontrou o templo em ruínas, os corpos carbonizados das crianças e nenhum sobrevivente além dos próprios Escolhidos. Escoltados às pressas pelas ruas de Mytros até o palácio, o grupo foi arrastado diante do rei e da rainha Vallus, enquanto Gaius, com um sorriso de desprezo, relatava tudo o que vira e insinuava que não era coincidência que os Escolhidos estivessem, mais uma vez, no centro da morte e destruição de um templo sagrado.

A musa Kyrah correu até o grupo assim que soube do ocorrido e, ao se aproximar de Absolus, passou a mão sobre a marca em sua bochecha e viu ali a Maldição do Traiçoeiro estampada no rosto de todos os cinco. Recuando um passo, ela apenas murmurou "eu errei" antes de desaparecer, deixando o grupo sem sua principal aliada na corte. A rainha Vallus, com tristeza e decepção estampadas no rosto, declarou publicamente sua confiança apenas na palavra do marido e virou as costas, fechando a porta atrás de si — e com ela, encerrando qualquer apoio que a coroa ainda pudesse oferecer aos Escolhidos do Oráculo, agora amaldiçoados, desacreditados e sozinhos diante de uma cidade que começava a vê-los como vilões.

15 de 15 imagens desta sessão ainda não passaram por revisão completa (marcadas abaixo) — poses, detalhes e até personagens inteiros podem mudar.

A noite, cena a cena

01
Abertura de combate

O Elemental de Fogo Ataca o Único Desperto

Enquanto os demais dormem enfeitiçados pela canção de Zéfero, o elemental de fogo invocado avança sobre Aletheion, o único imune ao sono, castigando-o com tapas flamejantes enquanto ele luta para se libertar das amarras.

02
Perigo ambiental

Aletheion Cai Inconsciente

Sobrecarregado pelos ataques do elemental de fogo, Aletheion finalmente desaba inconsciente sobre as ruínas do templo de Hélios.

03
Momento de personagem

Absolus Reergue Aletheion do Chão

Livre das vinhas, Absolus corre até Aletheion e canaliza magia curativa para reerguê-lo de volta à batalha.

04
Golpe final

Rhea Decapita Zéfero

Com um golpe certeiro de machado, Rhea decapita o sátiro-menestrel Zéfero em pleno combate — o elemental de fogo, agora sem seu invocador, entra em descontrole selvagem.

05
Ambiente

O Vaso de Pergaminhos e a Mecha de Kyrah

Nas ruínas do templo, o grupo encontra uma mecha de cabelo da musa Kyrah no chão junto ao alaúde destruído, e um vaso selado guardando três pergaminhos de Bola de Fogo.

06
Revelação

De Volta ao Porão do Horror

Persuadido, Trellus leva o grupo pessoalmente ao porão ritualístico para mostrar a 'reserva secreta' — onde as crianças sacrificadas continuam penduradas em silêncio absoluto, cercadas por corpos em putrefação.

07
Abertura de combate

A Emboscada e o Raio da Maldição

O grupo ataca Trellus e Séptia de surpresa — mas no instante do golpe, um raio divino atravessa o coração de todos: eles haviam aceitado vinho e comida do casal em visitas anteriores, firmando sem saber o sagrado laço da Amizade do Convidado. Atacar o anfitrião sob esse laço é o crime mais grave de Thylea.

08
Perigo ambiental

Arrastados ao Salão da Visão Longínqua

O tempo para ao redor do grupo — uma gota de vinho congelada no ar, as crianças imóveis — e uma névoa dissolve a cena, transportando-os a um salão de mármore diante de três mulheres vendadas: as Rainhas Erínias.

09
Revelação

A Verdade Devastadora sobre as Crianças

As Erínias revelam a verdade que muda tudo: as crianças penduradas não foram sequestradas — foram entregues voluntariamente por seus próprios pais como parte do rito de iniciação de Lutheria.

10
Revelação

A Marca da Maldição do Traiçoeiro

As Erínias chegam a um veredito: todos os cinco são marcados com a Maldição do Traiçoeiro — uma cicatriz em X permanente no rosto, impossível de remover por magia comum, que os torna alvo de caça pelas fúrias.

11
Perigo ambiental

Absolus Invoca o Fogo Divino

De volta ao porão, em desespero para invocar poder divino, Absolus ergue as duas mãos e conjura o Fogo Divino — mas mantém o rosto virado para o lado, incapaz de encarar o que está prestes a fazer. Um ato cumprido por obrigação, não por vontade.

12
Revelação

Thylea Excomunga Absolus

Sozinho diante do próprio titã da terra Thylea — os outros não presenciam o momento — Absolus é confrontado pelo horror do sacrifício que cometeu; a deusa o excomunga de sua ordem druídica, arrancando-lhe todos os poderes em uma agonia visível.

13
Golpe final

A Queda de Trellus e Séptia

No caos que se segue à excomunhão, o grupo — agora com Absolus de volta, já em sua nova forma — reduz Trellus e Séptia a uma derrota certa, mas não definitiva: feridos, de joelhos, ainda conscientes diante do fim do reinado de terror dos sacerdotes gêmeos de Lutheria.

14
Perigo ambiental

A Bola de Fogo de Séptia Destrói o Porão

Em meio ao caos, Séptia, já gravemente ferida, conjura com seu último fôlego uma Bola de Fogo de sexto círculo dentro do porão fechado — matando todas as crianças reféns restantes, destruindo a estrutura do templo e quase aniquilando o próprio grupo.

15
Revelação

Acusados Diante do Rei — Kyrah Desaparece

Escoltados pela guarda de Gaius, líder da Ordem de Sydon, o grupo é publicamente acusado diante do rei e da rainha Vallus pela destruição do templo de Lutheria. A aliada Kyrah reconhece a marca da maldição no rosto de todos, confessa 'eu errei' e desaparece — e a rainha Vallus, decepcionada, retira seu apoio ao grupo.

Ficha da sessão

Locais visitados

  • Templo esquecido de Hélios — Clareira com ruínas de mármore onde o grupo derrotou Zéfero e seus aliados; nas ruínas encontraram uma estátua de ouro maciço e um vaso com três pergaminhos de Bola de Fogo.
  • Templo de Lutheria (Mytros) — porão ritualístico — Local onde o grupo descobriu as crianças penduradas e corpos em decomposição, atacou os sacerdotes gêmeos, foi amaldiçoado pela quebra da hospitalidade e, ao final, viu a estrutura ser destruída por uma explosão de fogo que matou todos os reféns.
  • Salão da Visão Longínqua — Plano divino onde as três Rainhas Erínias julgaram o grupo pela quebra da lei da hospitalidade e aplicaram a Maldição do Traiçoeiro.
  • Presença de Thylea — Espaço divino subterrâneo onde a deusa da terra confrontou Absolus pelo sacrifício de uma criança inocente e o excomungou de sua ordem, retirando seus poderes.
  • Palácio de Mytros — O grupo foi escoltado até o rei e a rainha Vallus, onde Gaius os acusou publicamente da destruição do templo de Lutheria e onde Kyrah reconheceu a maldição e a rainha retirou seu apoio.

Batalhas

  • Zéfero, monte verdejante e elemental de fogo vitória

    No templo esquecido de Hélios, o grupo enfrentou o sátiro guardião e seus aliados invocados; Aletheion caiu duas vezes e foi reerguido, Rhea foi engolida pelo monte de vinhas e escapou, e a luta terminou com a decapitação de Zéfero e a destruição de seu alaúde mágico, revelando uma mecha de cabelo da musa Kyrah.

  • Trellus e Séptia, sacerdotes gêmeos de Lutheria vitória

    Emboscada no porão secreto em silêncio absoluto após a maldição da Amizade do Convidado e o julgamento das Erínias; Trellus quase matou Olga com uma magia sombria antes de Myrina detonar uma Bola de Fogo que destruiu os sacerdotes, todas as crianças reféns e a estrutura do templo, quase matando o próprio grupo.

Momentos-chave

  • Revelação Ao aceitarem vinho e comida de Trellus repetidas vezes, o grupo firmou sem saber o sagrado laço da Amizade do Convidado; ao atacar o anfitrião sob esse laço, ativaram a maldição mais grave das terras de Thylea e foram transportados ao tribunal divino.
  • Revelação Julgados pelas três Rainhas Erínias, o grupo descobriu que as crianças penduradas não foram sequestradas, mas entregues voluntariamente pelos próprios pais como parte de um rito de iniciação de Lutheria; todos os cinco foram marcados com a Maldição do Traiçoeiro, uma cicatriz em X permanente que os torna alvo de caça pelas fúrias.
  • Momento de personagem Em desespero, Absolus sacrificou uma criança refém tentando invocar poder divino; a deusa Thylea, indignada, o excomungou de sua ordem druídica, retirando-lhe todos os poderes e forçando seu alinhamento para o mal.

    Absolus

  • Momento de personagem Sem alternativas para deter os sacerdotes, Myrina detonou dentro do porão fechado uma Bola de Fogo de sexto círculo obtida como tesouro no templo de Hélios, matando as crianças reféns e os sacerdotes gêmeos e quase aniquilando o próprio grupo, destruindo a estrutura do templo de Lutheria.

    Myrina

  • Perigo ambiental Escoltado pela guarda de Gaius, líder da Ordem de Sydon, o grupo foi publicamente acusado diante do rei e da rainha Vallus pela destruição do templo; a aliada Kyrah reconheceu a marca da maldição, confessou ter errado e desapareceu, e a rainha Vallus retirou seu apoio ao grupo.