← Todas as sessões

Sessão 16 de 28 · 21 de maio de 2026

A Necrópole de Telamok

Medesteles · Aletheion · Absolus · Rhea · Presthes

Índice de cenas (10)
  1. A Necrópole de Telamok se Revela
  2. Guardião Espectral na Ponte Enevoada
  3. A Maldição Dupla Revelada a Rhea
  4. A Armadilha da Tumba
  5. O Último Suspiro no Mercúrio
  6. O Espectro de Telamok Arkelander
  7. O Espírito de Telamok Arkelander
  8. Os Guardiões de Argila Despertam
  9. O Tridente de Presthes Quebrando a Argila
  10. O Golpe Verde de Aletheion Despedaça o Golem

O Desfiladeiro que leva à Necrópole de Telamok recebeu os Escolhidos do Oráculo em silêncio macabro, com ossos espalhados sob a névoa e pegadas de um touro bípede marcadas na neve — rastro que a própria Rhea reconheceria como seu, de uma passagem anterior. Ao atravessar a única ponte de pé, uma figura esquelética envolta em um manto rúnico surgiu da névoa exigindo pagamento e os nomes de quem buscava passagem. Presthes entregou a moeda de Lorde Dragão que carregava e declarou o nome do grupo e de cada companheiro, e a passagem foi concedida — mas o guardião, que se revelaria chamar-se Deimos, voltou sua atenção fria para Rhea, dizendo que ela carregava uma marca jamais vista em toda Thylea: uma maldição que unia ao mesmo tempo o sinal do Olho e o dos Sonhos, mais intensa que o poder de dois titãs combinados. Ele afirmou que seus caminhos já haviam se cruzado antes — não com ela, mas com um ancestral ou descendente de seu sangue — e que apenas a Bruxa de Lotos, na distante Ilha do Escorpião, saberia como quebrar tal amaldiçoamento. Como prova do que aquele sangue carregava, entregou-lhe um cristal azul luminoso, a Gema da Claridade.

Logo ficou claro que Deimos não era um simples guardião: fundador da Academia de Mytros, herói de guerra e antigo tripulante do lendário navio fantasma que os Escolhidos haviam vislumbrado em sonho, ele havia se tornado um lich, agora preso àquela necrópole. Ao encontrar Medesteles, autoproclamado professor da academia, Deimos decidiu dar-lhe uma lição sobre o verdadeiro poder da magia — e, sem aviso, apontou o dedo para Absolus e pronunciou uma palavra de poder que extinguiu a vida do centauro em um instante. Curioso e sem remorso algum, invocou a alma de Absolus para interrogá-la sobre a sensação de morrer e sobre seu segredo mais profundo, arrancando dele a confissão de que temia não estar à altura de liderar seu bando quando a hora chegasse. Em seguida, por puro capricho, reanimou o corpo do centauro para fazê-lo dançar como um títere macabro, imobilizando Presthes com magia quando este tentou intervir. Só ao fim, entediado, trouxe Absolus de volta à vida, deixando-o extremamente fragilizado, e recompensou Medesteles com um grotesco pergaminho de toque necrótico escrito com pele de cadáver e o próprio sangue, antes de se dissolver em névoa.

Além da ponte, a necrópole se abriu diante deles: doze túmulos entalhados na encosta rochosa e, isolado ao norte, um imponente mausoléu de mármore branco. Corpos ressecados de antigos ladrões de túmulo jaziam pelo caminho, e estátuas com olhares congelados pareciam observar cada passo do grupo. Uma entidade guardiã, Akira, os avisou sobre a maldição do ladrão de túmulos: quem roubasse um item mágico de uma tumba consagrada por um deus perderia para sempre a capacidade de se alimentar, definhando até a morte, e o item roubado sempre retornaria às mãos do amaldiçoado, não importando onde fosse devolvido. Depois de descansar à sombra da ponte, o grupo concluiu que os túmulos cujos epitáfios invocavam um deus eram os perigosos, enquanto os sem tal invocação seriam seguros para saquear.

Explorando os túmulos um a um, encontraram primeiro o de Telamok Arkelander — um Lorde Dragão implacável, lembrado pelo genocídio dos gigantos, e que Presthes reconheceu, horrorizado, como o mesmo espírito atormentado que assombrava o navio fantasma visto em uma visão anterior. Mais adiante, o túmulo de Dório Neordagon já havia sido saqueado e queimado por mãos alheias, seu esqueleto decapitado e sem qualquer tesouro. O túmulo vazio de Gregor Horath contava, em murais desbotados, a história de um jovem que cruzara os mares de Thylea — mas faltava o painel final, normalmente reservado à sua morte, mostrando apenas uma mulher de luto fitando o horizonte: um cavaleiro dado como perdido no mar, jamais encontrado. Subindo ainda mais, avistaram de longe os túmulos fechados de Adonis Neordagon, avô do atual líder dos Lorde Dragões, zombado no próprio epitáfio por sua beleza superar sua espada, e de Estor Arkelander, irmão de Telamok e capitão daquele navio amaldiçoado — e diante deste último, o olhar da estátua guardiã se tornou gélido, como se a própria deusa que um dia o escolhera como campeão agora só sentisse desprezo e culpa pelos horrores que ele e seu irmão haviam cometido.

Decididos a arriscar a profanação — já que apenas o roubo, e não a simples abertura, atrairia a maldição —, forçaram a entrada do túmulo de Telamok. Mal Presthes tocou o sarcófago sozinho, uma segunda pedra despencou do teto selando a câmara, e um líquido prateado e gelado começou a jorrar, subindo rapidamente por suas pernas: mercúrio líquido enchendo a sala. Do lado de fora, o restante do grupo golpeou desesperadamente a pedra seladora, primeiro sem sucesso, até sacarem armas forjadas em adamantium — capazes de rachar qualquer coisa — e finalmente estilhaçaram a barreira, arrancando Presthes de dentro no exato momento em que o mercúrio já lhe alcançava o pescoço, envenenado mas vivo. Dentro da câmara, junto ao corpo de Telamok, encontraram uma couraça abençoada pelos deuses e uma espada curta imbuída de rapidez, ambas consagradas.

O grupo seguiu então até o túmulo isolado de Mirto, o Magnífico — neto do vaidoso Adonis, acusado de ter comprado com a fortuna da família seu posto entre os líderes dos Lorde Dragões. Duas estátuas de argila, esculpidas com o mesmo rosto do próprio Mirto, pareciam velar eternamente seu descanso. Ao erguer a tampa do sarcófago, Rhea avistou uma couraça cravejada de pedras preciosas e um escudo reluzente — mas antes que pudesse admirá-los, uma mão espectral emergiu do corpo, agarrou-a pela garganta e gritou que ela profanava os mortos. O espírito vingativo golpeou-a repetidas vezes, drenando sua força vital até quase apagá-la para sempre; apenas por um fio ela resistiu ao golpe fatal, desmaiando à beira da morte definitiva. Presthes a arrastou para longe do alcance da criatura, e juntos finalmente a dissolveram em fumaça sob o brilho dourado de sua espada.

Mal tiveram tempo de respirar, as duas estátuas de argila junto ao túmulo despertaram, animadas por runas ocultas: golens quase indestrutíveis a armas comuns, capazes de se mover com velocidade sobrenatural e de golpear com uma força que corrompia a própria vitalidade de quem atingiam. A batalha que se seguiu foi brutal e demorada — Presthes foi derrubado à beira da morte mais de uma vez, seu corpo definhando a cada golpe absorvido, e mesmo Rhea, erguida de volta à luta pela cura de Presthes, viu parte de sua força vital arrancada para sempre. Persistentes, os Escolhidos do Oráculo finalmente esmagaram os dois golens — o golpe derradeiro vindo do próprio Presthes — e, ao abrirem de vez o sarcófago de Mirto, encontraram apenas uma armadura e um escudo cravejados de ouro, prata e pedras preciosas fundidos da fortuna de sua família: um tesouro valioso, mas desprovido de qualquer magia, prova última de que o esplendor de Mirto nunca escondera sua incapacidade como guerreiro. Exaustos e visivelmente enfraquecidos — Presthes emergindo da provação como a sombra franzina de si mesmo —, o grupo decidiu encerrar ali aquela etapa da busca pelas armas dos Lorde Dragões, com ainda sete túmulos da necrópole por explorar.

10 de 10 imagens desta sessão ainda não passaram por revisão completa (marcadas abaixo) — poses, detalhes e até personagens inteiros podem mudar.

A noite, cena a cena

01
Ambiente

A Necrópole de Telamok se Revela

O grupo entra no Desfiladeiro da Necrópole de Telamok, onde ossos espalhados cobrem as rochas abaixo envolvidos em densa névoa. Um silêncio macabro paira sobre o local enquanto seus pés esmagam gelo e neve no caminho pavimentado. Rastros de um touro bípede marcam a entrada e saída da necrópole.

02
Ambiente

Guardião Espectral na Ponte Enevoada

Uma figura esquelética envolta em um manto esfarrapado surge da névoa que invade a ponte, com traços de runas douradas nas bordas do tecido. A criatura estende uma mão óssea em gesto de expectativa, bloqueando o caminho do grupo enquanto a névoa se adensa ao redor.

03
Revelação

A Maldição Dupla Revelada a Rhea

O daemon esquelético revela a Rhea uma verdade devastadora: ela carrega uma maldição única em Thylea, marcada simultaneamente pelo olho de Sydon e pelo sonho de Lutheria. A criatura oferece uma Gema da Claridade e instrui a minotaura a buscar a bruxa de Lotos na Ilha do Escorpião para quebrar a maldição, mencionando encontros passados com seu sangue.

04
Abertura de combate

A Armadilha da Tumba

O caixão se abre com um ranger sinistro, e de repente uma parede de pedra desce como a lâmina de um machado, aprisionando Presthes dentro da câmara mortuária. Do lado de fora, seus companheiros veem o mercúrio líquido começar a transbordar do sarcófago, corroendo a pedra e avançando pela tumba com uma ganância metálica enquanto Presthes bate contra a barreira impenetrável, lutando contra a morte derramada.

05
Golpe final

O Último Suspiro no Mercúrio

Presthes afunda no mercúrio líquido que enche a câmara funerária, seu corpo blindado puxado para as profundezas pela maldição antiga da tumba. Acima, a pedra seladora começa a rachar sob o impacto das magias de seus companheiros — Medesteles canaliza um Fire Bolt incandescente, Aletheion descarrega Eldritch Blasts violetas, Absolus galopa em frente com seu scimitar dourado, enquanto Rhea levanta sua machadinha massiva para o golpe final que quebrará a pedra e libertará seu aliado da morte iminente.

06
Abertura de combate

O Espectro de Telamok Arkelander

Ao abrir o caixão de pedra, Rhea desencadeia uma explosão de energia espectral que congela o ar da tumba. Das sombras emerge Telamok Arkelander, guerreiro espectral cujas cicatrizes ancestrais brilham com ódio eterno, pronto para reivindicar sua vingança contra os vivos que perturbaram seu repouso.

07
Golpe final

O Espírito de Telamok Arkelander

A essência espectral de Telamok Arkelander, materializada em forma fantasmagórica, irrompe da escuridão da necrópole e agarra Rhea pelo pescoço com dedos translúcidos de morte gelada. A minotaura, em fúria bárbara, encontra-se à beira do abismo enquanto o espírito ancestral tenta arrancá-la para as sombras eternas. Seus companheiros convergem para o ataque final, determinados a destruir de uma vez por todas o Senhor Guerreiro que assola a necrópole.

08
Abertura de combate

Os Guardiões de Argila Despertam

Nas profundezas da necrópole, o chão ressoa com um estrondo ensurdecedor — dois colossos de argila cinzenta ganham vida, seus corpos maciços e irregulares tremendo enquanto se levantam das ruínas ancestrais. Olhos vazios brilham com uma luz sobrenatural quando fixam o olhar nos heróis, e o ar gelado da câmara é cortado pelo som abafado de terra se movimentando.

09
Golpe final

O Tridente de Presthes Quebrando a Argila

Presthes ergue seu tridente adamantino brilhando com luz divina, pronto para desferir o golpe final que despedaçará o colosso de argila. O Golem, monumental e implacável, levanta seus punhos de terra em desespero enquanto o paladino canaliza a fúria sagrada. O momento congela entre a lâmina escura e o corpo do inimigo — o instante exato antes da destruição.

10
Golpe final

O Golpe Verde de Aletheion Despedaça o Golem

Aletheion projeta as mãos à frente e dispara um Eldritch Blast de um verde tóxico e ofuscante diretamente no peito do Golem de Argila. O impacto parte a criatura de dentro para fora — argila e poeira explodem em todas as direções enquanto os olhos ocos do golem, antes apagados, acendem com o mesmo verde sobrenatural da magia élfica, brilhando uma última vez antes de se extinguirem para sempre.

Ficha da sessão

Locais visitados

  • Desfiladeiro e Ponte da Necrópole — Onde o guardião esquelético Deimos concedeu passagem ao grupo, revelou a maldição de Rhea e conduziu a macabra lição de magia que matou e reviveu Absolus.
  • Necrópole de Telamok — Cemitério dos antigos Lorde Dragões com doze túmulos e um mausoléu isolado, guardado pela entidade Kyrahe protegido pela maldição do ladrão de túmulos.
  • Túmulo de Telamok Arkelander — Armadilha de mercúrio líquido quase afogou Presthes; continha uma couraça e uma espada curta consagradas pelos deuses.
  • Túmulo de Mirto o Magnífico — Guardado por um espírito vingativo e por dois golens de argila; continha uma armadura e um escudo cravejados de pedras preciosas, sem magia, revelando a vaidade de Mirto.

Batalhas

  • Espírito vingativo do túmulo de Mirto vitória

    Ao ser aberto o sarcófago, um espírito espectral agarrou Rhea pelo pescoço e drenou sua força vital quase até a morte definitiva, antes de ser dissolvido por um golpe de Presthes.

  • Golens de argila guardiões do túmulo de Mirto vitória

    As duas estátuas junto ao túmulo se animaram em combate brutal, quase matando Presthes e deixando tanto ele quanto Rhea com a vitalidade permanentemente reduzida, até serem destruídas pelo golpe final de Presthes.

Momentos-chave

  • Revelação Deimos revela que Rhea carrega uma maldição jamais vista em Thylea, unindo a marca do Olho e do Sonho, e a orienta a buscar a Bruxa de Lotos na Ilha do Escorpião.

    Rhea

  • Momento de personagem Deimos mata Absolus instantaneamente durante sua demonstração de magia, interroga a alma dele sobre seus medos mais profundos e depois o traz de volta à vida.

    Absolus

  • Revelação O grupo reconhece que Telamok Arkelander, sepultado ali, é o mesmo espírito genocida que assombra o navio fantasma visto em uma visão anterior.

    Presthes

  • Perigo ambiental Presthes fica preso dentro do túmulo de Telamok enquanto mercúrio líquido sobe e quase o afoga, sendo resgatado pelo grupo ao destruir a pedra seladora com armas de adamantium.

    Presthes

  • Perigo ambiental Rhea é quase morta pelo espírito vingativo que guardava o túmulo de Mirto, escapando da morte definitiva por muito pouco.

    Rhea

  • Evento A batalha contra os golens de argila do túmulo de Mirto deixa Presthes e Rhea com a vitalidade reduzida para sempre, marcando-os fisicamente de forma permanente.

    Presthes, Rhea