Antes de retomar o ataque ao berçário dos trogloditas, Absolus buscou o conselho de seu avô Volkan sobre o peso de exterminar os filhotes da espécie. O velho titã não lhe deu uma resposta fácil: reconheceu que suas próprias mãos sempre serviram mais para criar do que para destruir, mas admitiu que o centauro talvez estivesse certo. Ao seu lado, Presthes decidiu que, se precisasse sujar as mãos, faria isso em nome do pai, empunhando o martelo que ele mesmo forjara — mesmo sem saber se aquilo lhe traria honra ou o afastaria dos próprios princípios. Fortalecidos por uma cura e pela bênção da fé, os Escolhidos do Oráculo avançaram sobre a caverna onde as três mães trogloditas guardavam a ninhada, decididos a acabar com a ameaça de uma vez.
O ataque começou de um jeito sombrio: Aletheion tomou o corpo sem vida de um dos filhotes e o imolou como oferenda, pedindo a bênção de sua divindade antes da matança. O gesto, porém, enfureceu as trogloditas guardiãs muito além do que qualquer um esperava — elas lutaram com uma fúria selvagem e devastadora. Rhea, na linha de frente, foi derrubada repetidas vezes, erguida à força pela vontade de seus companheiros e derrubada de novo; Presthes tombou logo depois, sangrando no chão enquanto as criaturas cortavam a garganta dos caídos sem piedade. Absolus assumiu a forma de um urso negro para conter a maré, mas até essa fera colossal acabou esmagada, deixando-o desacordado. Em poucos instantes, o grupo inteiro estava à beira do extermínio total: Rhea e Presthes morreram ali, na terra imunda do covil.
Foi a intervenção desesperada de Kyrah que evitou a tragédia completa. A deusa convenceu os trogloditas sobreviventes a recuar e trouxe os companheiros de volta à consciência, avisando que aquela seria a única vez que poderia interferir de forma tão drástica — o preço permanente foi transformar os fios dourados de Rhea e Presthes em fios de bronze. Da fumaça esverdeada que se ergueu do chão, surgiu uma figura em armadura antiga e enferrujada, meio cadáver, meio viva: um espírito ligado às Parcas, que reconheceu Aletheion como filho delas e recitou um ritual arcano para arrastar a alma de Rhea de volta de um campo verde e tranquilo — revelando, nas entrelinhas, que ela carregava uma dívida antiga com um Lich, que um dia gastara nela um pergaminho de ressurreição verdadeira por razões ainda obscuras.
A travessia de Presthes entre a vida e a morte foi ainda mais reveladora. No paraíso que o aguardava — uma colina verde sem fim — ele reencontrou o espírito de seu falecido pai, vestido como um simples camponês carpinteiro, sentado ao lado de sua carroça. O homem confessou que decepcionara e abandonara muita gente em vida, e que o descanso de paz do filho era mais merecido do que o seu próprio. Então, com a mão atravessando o próprio peito, arrancou uma chama dourada do tamanho de um coração, partiu-a ao meio e empurrou metade contra o peito de Presthes, devolvendo-o à vida à custa de metade de sua própria centelha divina. Ao acordar, Presthes trazia consigo a confirmação silenciosa de que era filho de um deus — o rei Pythor, disfarçado em vida como um humilde carpinteiro. Absolus, ao tocar o peito do amigo recém-ressuscitado, sentiu a centelha divina ali pulsando, e Volkan, ao vê-lo, confirmou a revelação com orgulho contido.
Durante o descanso que se seguiu, três figuras — uma criança, uma mulher adulta e uma anciã — visitaram Aletheion em sua meditação e o levaram a uma sala circular tecida de fios de vida. Ali, as Parcas mostraram que o próprio Aletheion já havia morrido antes, carregando um remendo dourado ligado à linhagem de um lendário Matador de Dragões; que o fio de Medesteles também trazia um remendo, fruto de uma ressurreição já concedida por Kyrah; e que o fio de Rhea ostentava um remendo tosco, feito havia muito tempo pelo tal Lich — mistério que Absolus jurou investigar. As Parcas revelaram ainda os quatro fios de platina dos deuses vivos: o de Volkan, o mais velho e frágil; o de Kyrah, cujas fibras se desgastavam por ter interferido no Juramento da Paz; o de Vallus, intacto mas ainda não encontrada pelo grupo; e o de Pythor, agora entrelaçado com bronze junto ao de seu filho, numa confirmação definitiva de parentesco. Também viram, à distância, o fio já rompido da falecida rainha dos deuses, Dimitros.
Abalado pela quase-aniquilação vivida no berçário, o grupo decidiu, afinal, não executar os filhotes trogloditas — sabendo que, em uma semana, eles cresceriam e voltariam como adultos sedentos de vingança contra aquelas terras. Vasculhando o restante da toca, Medesteles enfiou as mãos na imundície de uma latrina de trogloditas e saiu dali envenenado e impregnado de um fedor perene, mas encontrou um tesouro havia muito enterrado: uma couraça e uma cota de malha de mitral e uma espada curta de adamantina, além de uma lança de adamantina que coube a Rhea. Nos antigos aposentos e na forja dos anões que ali viviam antes do massacre, o grupo recolheu vinte e cinco crânios como lembrança sombria, moedas de prata, um anel cravejado de ametistas e outra cota de malha de mitral, que Aletheion incorporou à sua armadura. Encontraram também uma passagem descendente para o Underdark, bloqueada pela retirada dos sobreviventes trogloditas, e decidiram deixá-la para depois.
Seguindo além, os Escolhidos atravessaram uma ponte vigiada por uma estátua de cão de duas cabeças e chegaram a um poço profundo, cravejado de veios de minério de prata e marcado por garras gigantescas que pareciam ter escalado furiosamente as paredes. Num salão sustentado por oito pilares, encontraram o cadáver colossal e putrefato de um cão de três cabeças, sendo devorado por três cães infernais reais, que despertaram vorazes ao sentir carne fresca. A luta foi intensa, mas o grupo levou a melhor: Absolus abriu um deles ao meio com um golpe certeiro, Presthes esmagou outro com o martelo herdado do pai, e Rhea resistiu bravamente às mordidas envenenadas graças à sua natureza amaldiçoada e imune a doenças — ainda que o familiar-corvo de Aletheion tenha perecido na refrega. Depois da vitória, o familiar-dragão de Aletheion desceu ainda mais fundo pelo poço, encontrando apenas magma e vapores sufocantes de enxofre a mais de um quilômetro e meio de profundidade, sem nada de interesse.
Foi então que o grupo, avançando por um corredor lateral cheio de provisões apodrecidas e mais um esqueleto de anão, caiu numa armadilha viva: duas cocatrizes monstruosas — parecidas com galinhas grotescas — estavam escondidas ali, responsáveis pelas estátuas de cão que os haviam intrigado antes. Uma delas bicou Rhea, que se transformou em pedra diante dos olhos horrorizados dos companheiros, travando a passagem estreita da caverna; pouco depois, Presthes também foi atingido pelo mesmo veneno petrificante, mas resistiu por pouco à transformação. A batalha se arrastou de forma quase cômica e perigosa ao mesmo tempo, quando um feitiço de lentidão lançado por uma das criaturas atingiu, por azar, o grupo inteiro em vez dos inimigos, tornando cada movimento penosamente arrastado. Ainda assim, entre golpes gelados e disparos certeiros, Aletheion e Absolus conseguiram abater as duas cocatrizes. A sessão terminou em suspense: Rhea permanecia imóvel, transformada numa estátua de pedra no meio da caverna, e seus companheiros, sem saber se a maldição tinha cura, prometeram encontrar um jeito de trazê-la de volta.
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A noite, cena a cena
O Peso da Decisão Antes do Ataque
Antes de retomar o ataque ao berçário troglodita, Absolus busca o conselho de seu avô sobre o dilema moral de matar filhotes, enquanto Presthes decide que, se precisar sujar as mãos, o fará em nome de seu pai, empunhando o martelo que ele forjou.
A Armadilha do Berçário
O que deveria ser um confronto simples se revela uma armadilha mortal: as três mães trogloditas guardando o berçário lutam com uma ferocidade e força muito além do esperado, pegando o grupo de surpresa.
À Beira da Aniquilação Total
O combate se revela muito mais mortal do que qualquer um esperava: um a um, os Escolhidos caem, reduzidos a frangalhos, o grupo inteiro à beira de uma aniquilação total diante das mães trogloditas.
Rhea e Presthes Caídos
Quando a poeira assenta, Rhea e Presthes jazem mortos lado a lado no chão da câmara — os protagonistas do grupo, caídos.
Fios Dourados Tornam-se Fios de Bronze
Kyrah intervém desesperadamente para trazer Rhea e Presthes de volta, admitindo que essa é a única vez que pode agir de forma tão drástica. O preço é permanente: os fios dourados de ambos se transformam em fios de bronze.
O Pai Espectral de Presthes Sacrifica sua Centelha
Na travessia entre a vida e a morte, o espírito do falecido pai de Presthes surge como um humilde camponês e carpinteiro, sacrificando metade de sua própria centelha divina para reviver o filho — revelando, enfim, que Presthes é filho de um deus.
As Parcas Revelam o Passado de Aletheion
Durante o descanso, as três Parcas visitam Aletheion em meditação e mostram seu fio da vida: ele já morreu antes, e carrega um remendo dourado ligado à lendária linhagem do Matador de Dragões.
O Remendo do Lich no Fio de Rhea
As Parcas revelam que o fio da vida de Rhea traz um remendo tosco e malfeito, de um tecido verde estranho — obra de um Lich que gastou nela um pergaminho de ressurreição verdadeira, por motivos ainda desconhecidos.
O Fio de Pythor Entrelaçado ao de Presthes
As Parcas mostram os fios de platina dos deuses vivos — Volkan, Kyrah (cujo fio se desgasta por interferir no Juramento da Paz) e a ainda não encontrada Vallus — e revelam que o fio do rei Pythor está entrelaçado com o de bronze de seu filho, confirmando que Pythor é o pai divino de Presthes.
Poupando os Filhotes
Abalado pela quase-morte de todo o grupo, o time decide, afinal, não executar os filhotes trogloditas — mesmo sabendo que em uma semana eles crescerão e poderão retornar como adultos sedentos de vingança.
O Tesouro na Latrina
Vasculhando uma latrina imunda dos trogloditas — e saindo envenenado e fedorento por isso — Medesteles descobre um tesouro escondido sob o lixo: uma couraça e cota de malha de mitral, uma espada curta de adamantina e uma lança de adamantina.
Ficha da sessão
Locais visitados
- Berçário dos trogloditas — Câmara onde três mães trogloditas guardavam os filhotes; palco de um combate quase fatal, com a morte e posterior ressurreição de Rhea e Presthes, e da decisão final de poupar os filhotes.
- Latrina dos trogloditas — Câmara imunda usada como despejo, onde Medesteles se envenenou ao vasculhá-la e encontrou um tesouro escondido de itens de mitral e adamantina.
- Aposentos e forja dos anões — Área destruída havia muito tempo, repleta de esqueletos de anão, onde o grupo recolheu crânios, moedas de prata, um anel de ametistas e uma cota de malha de mitral; vestígios de um massacre antigo e sinais de que algo colossal escapou por um buraco na rocha.
- Passagem para o Underdark — Caminho descendente bloqueado pela retirada dos trogloditas sobreviventes; o grupo decide não explorá-lo por ora.
- Ponte do cão de duas cabeças e poço profundo — Túnel vigiado por uma estátua de cão de duas cabeças, levando a um poço com veios de minério de prata, sistema de polias enferrujado e marcas de garras gigantescas.
- Salão do cão de três cabeças — Câmara sustentada por oito pilares onde jazia o cadáver colossal de um cão de três cabeças, sendo devorado por três cães infernais que atacaram o grupo.
- Corredor das cocatrizes — Passagem lateral com uma dispensa apodrecida e um esqueleto de anão, onde duas cocatrizes escondidas emboscaram o grupo e petrificaram Rhea.
Batalhas
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Três mães trogloditas guardando o berçário
derrota
O ataque planejado se revelou uma armadilha mortal: a fúria desencadeada pelo sacrifício ritual de um filhote levou à morte de Rhea e Presthes e à quase-aniquilação total do grupo, só evitada pela intervenção final de Kyrah.
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Três cães infernais que devoravam o cadáver de um cão de três cabeças
vitória
Ao encontrarem um salão com os restos de um colosso canino de três cabeças, o grupo foi atacado por três cães infernais famintos por carne fresca; Absolus e Presthes abateram dois deles com golpes decisivos, mas o familiar de Aletheion morreu na luta.
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Duas cocatrizes
vitória
Escondidas num corredor lateral, as cocatrizes petrificaram Rhea e quase petrificaram Presthes; um feitiço de lentidão atingiu acidentalmente todo o grupo, tornando a batalha lenta e penosa, mas as duas criaturas acabaram derrotadas — restando Rhea transformada em estátua ao final.
Momentos-chave
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Momento de personagem Absolus busca o conselho de seu avô sobre o dilema moral de matar os filhotes trogloditas, e Presthes decide que, se precisar, matará em nome do pai, usando o martelo que ele forjou.
Absolus, Presthes
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Perigo ambiental O sacrifício ritual de um filhote troglodita morto por Aletheion desencadeia uma fúria descomunal nas mães guardiãs, transformando o ataque planejado numa armadilha quase fatal.
Aletheion
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Perigo ambiental Rhea e Presthes morrem em combate contra as mães trogloditas, e o grupo inteiro é reduzido à beira da aniquilação total.
Rhea, Presthes
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Revelação Kyrah usa sua última intervenção divina possível para salvar o grupo e reviver Rhea e Presthes, ao custo permanente de transformar seus fios dourados em fios de bronze.
Rhea, Presthes
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Revelação O espírito do falecido pai de Presthes aparece além da morte como um humilde camponês e carpinteiro, sacrificando metade de sua própria centelha divina para reviver o filho e revelando que ele é filho do deus Pythor.
Presthes
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Revelação As três Parcas visitam Aletheion em meditação e revelam que ele já morreu antes, carregando um remendo dourado ligado à linhagem de um lendário Matador de Dragões, além de mostrar os remendos nos fios de Rhea e Medesteles e os fios de platina dos deuses vivos.
Aletheion, Rhea
- Momento de personagem Abalado pela quase-morte do grupo, o time decide não executar os filhotes trogloditas, sabendo que em uma semana eles crescerão e retornarão como adultos vingativos.
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Evento Vasculhando a latrina dos trogloditas, Medesteles descobre um tesouro escondido de itens de mitral e adamantina, dividido entre ele, Rhea e Aletheion.
Medesteles, Rhea, Aletheion
- Revelação O grupo encontra vestígios de um massacre antigo entre os anões e sinais de que algo colossal escapou de um poço profundo, destruindo um cão de três cabeças que hoje serve de alimento a cães infernais.
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Perigo ambiental Duas cocatrizes emboscam o grupo e petrificam Rhea, que permanece transformada em estátua ao final da sessão, deixando incerto se a maldição pode ser revertida.
Rhea, Presthes